Política após os 90 anos: conheça os candidatos mais velhos nas eleições 2026
Fotos: Arquivo Pessoal e Divulgação/Redes Sociais
São Paulo - No atual cenário eleitoral, um dado chama a atenção: a presença de nonagenários que decidiram paticipar do atual pleito. Estes experientes candidatos fogem da média do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que neste ano gira em torno dos 49 anos. O ex-deputado Almir Rangel (Avante), 92 anos – o mais velho entre os homens – e a militante Marlene Soccas (UP), 91 anos – a mais velha entre as mulheres – contam sua vivência na política ao VIVA.
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Aos 92, Almir Rangel é o veterano da Alerj
O candidato mais idoso registrado no País pelo TSE para as eleições de outubro é o carioca Almir Rangel de Carvalho. Nascido em 1934, o aposentado de 92 anos anos disputa pelo Avante a sua 11ª eleição. Mais uma vez ele busca seu retorno a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu dois mandatos na década de 1990.
Almir diz que para ganhar mais um pleito aposta na vitalidade e na forte ligação com os moradores da zona oeste da capital fluminense para conquistar o eleitorado.
Questionado sobre o que mantém seu desejo em querer voltar a vida pública, o veterano atribui isto a sua vontade de compartilhar sua experiência de vida.
"O que me motiva é saber que ainda posso contribuir. Já tive a oportunidade de servir como deputado estadual e aprendi muito naquele período. Hoje, olho para tudo o que vivi e penso que essa experiência ainda pode ser útil ao Estado do Rio de Janeiro", diz.
Testemunha ocular da evolução política nacional, Almir Rangel diz não temer o impacto da tecnologia, e defende o corpo a corpo tradicional.
A política mudou muito. Quando comecei, não existiam redes sociais ou celular. A tecnologia aproximou muita coisa, o que é positivo, mas continuo acreditando que nada substitui ouvir as pessoas de perto”.
Marle Soccas, 91, se autointitula militante
Em Santa Catarina, a cirurgiã-dentista aposentada Marlene de Souza Soccas, natural de Laguna e moradora de Criciúma, este ano tenta uma nova cadeira na política.
Aos 91 anos, ela já disputou o governo do seu Estado em 2014 agora concorre a uma vaga no Senado. Filiada à Unidade Popular (UP), Marlene tem como motivação sua história de vida junto aos movimentos sociais de direitos humanos.
"Saímos de uma terrível ditadura militar em 1985. Gostaria de me aprofundar na avaliação do golpe de 1964, para que nunca mais nós passemos por isso novamente".
Caso vença a disputa de turno único para uma das duas vagas de seu Estado, ela terá 100 anos ao concluir o mandato em 2035, e projeta desde já o seu objetivo final:
Quero deixar um legado de trabalho em todas as instâncias para aprimorar toda a política dirigida aos trabalhadores".
Quem são os candidatos mais idosos de 2026
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral os concorrentes com 60 anos ou mais saltaram de 17,48% em 2022 para 21,03% do total de inscritos em 2026, enquanto os octogenários somam 99 candidatos nestas eleições.
Neste ano, apenas quatro candidatos com 90 anos ou mais estão registrados entre as mais de 20 mil candidaturas apontadas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Os dados evidenciam que a longevidade ativa e a experiência política ganham espaço e relevância nas urnas brasileiras.
Além de Rangel e Soccas, completam este seleto grupo:
Os candidatos Jorge Coutinho (DC) e Luiza Erundina (PSOL) - Luis Macedo/Câmara dos Deputados, Divulgação
Luiza Erundina - Nascida na Paraíba em novembro de 1934, a assistente social e política Luiza Erundina foi a primeira prefeita da capital paulista. Ex-ministra da Administração Federal, atualmente exerce seu sétimo mandato como deputada federal por São Paulo com o PSOL.
Jorge Coutinho - Natural do Rio de Janeiro, nascido em setembro de 1934, Jorge Coutinho é ator, cineasta e ativista do setor artístico brasileiro. Disputou o cargo de vice-prefeito da capital nas eleições de 2020 e agora concorre ao mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro pelo partido Democracia Cristã (DC).
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