Anvisa proíbe venda de fita-teste e medidor de glicose; empresa pede revisão da medida
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e importação de fitas-teste e monitores de glicose da marca Bioland fabricados a partir de 16 de março de 2026. A medida foi publicada na última sexta-feira, 10, por meio da Resolução-RE nº 1.419.
A decisão atinge produtos da empresa Controller Comércio e Serviços Ltda. e foi motivada por irregularidades identificadas durante inspeção realizada entre os dias 23 e 26 de fevereiro deste ano. Segundo a Anvisa, houve descumprimento de Boas Práticas de Fabricação de Dispositivos Médicos, conforme previsto na Resolução RDC nº 665/2022.
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De acordo com o relatório de inspeção, foram constatadas falhas em diversos itens das normas sanitárias, o que levou à adoção da medida preventiva para os dispositivos médicos destinados ao diagnóstico in vitro.
A suspensão é válida para todos os lotes dos produtos mencionados fabricados a partir da data indicada e já está em vigor desde a publicação da resolução.
Empresa: medida não abrange toda a linha
Em nota oficial enviada ao VIVA, a Controller Comércio e Serviços Ltda. afirmou que a medida se refere especificamente a produtos fabricados pela empresa OK Biotech Co., Ltd., sediada em Taiwan, e vinculados a registros que, segundo a companhia, não vêm sendo comercializados nos últimos meses.
A empresa destacou ainda que outros produtos da marca Bioland, fabricados pela Bioland Technology Ltd., da China, possuem registros próprios ativos e válidos na Anvisa e não foram afetados pela decisão, mantendo o fornecimento regular aos clientes.
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Segundo a Controller, "a referida publicação não pode ser interpretada de forma genérica ou abrangente em relação a toda a linha de produtos Bioland, tampouco em relação a todos os fabricantes vinculados à marca".
A companhia informou também que já encaminhou documentação à Anvisa para obter esclarecimentos e solicitar a reconsideração da medida, reforçando, segundo a nota, sua postura de cooperação institucional e cumprimento das normas sanitárias.
Por fim, a empresa pediu que a divulgação do tema "evite generalizações que possam gerar desinformação ou prejuízos reputacionais", reiterando seu "compromisso com a qualidade e a segurança dos produtos".
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