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Atrofia Muscular Espinhal é incluída no teste do pezinho em São Paulo

Ampliação da triagem neonatal biológica com AME-5q começa a valer para bebês nascidos a partir de 12 de outubro em São Paulo

Redação Viva

Por Redação Viva

13/10/2026 | 18h21

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Rastreamento da AME-5q e de imunodeficiências primárias é incluído no teste do pezinho - Envato
Rastreamento da AME-5q e de imunodeficiências primárias é incluído no teste do pezinho
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A partir de 12 de outubro, o teste do pezinho em São Paulo incluirá a triagem para Atrofia Muscular Espinhal (AME-5q), permitindo diagnóstico precoce de uma doença genética que afeta os neurônios motores, crucial para a preservação das funções motoras dos recém-nascidos.

A inclusão da AME-5q foi regulamentada pela Resolução SS nº 212 e será realizada inicialmente pelo Instituto Jô Clemente, que já identificou 14 casos em um projeto-piloto que examinou 194 mil bebês entre julho de 2023 e outubro de 2025.

O projeto-piloto demonstrou a viabilidade da triagem precoce e o encaminhamento para tratamento, alinhando-se à expansão do Programa Nacional de Triagem Neonatal, que busca integrar esforços entre União, Estados e municípios para melhorar a saúde infantil.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A partir desta segunda-feira (12), Dia das Crianças, bebês nascidos no Estado de São Paulo passaram a contar com a triagem para Atrofia Muscular Espinhal (AME-5q) por meio do teste do pezinho, nome popular da Triagem Neonatal Biológica. A inclusão amplia a capacidade de identificação precoce de uma doença rara genética e progressiva, que pode comprometer rapidamente os neurônios motores, afetando os movimentos, a respiração e a deglutição. 

A Resolução SS nº 212, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), institui o rastreamento da AME-5q e de imunodeficiências primárias no teste do pezinho. Como  serviço de referência, o Instituto Jô Clemente (IJC) será, inicialmente, o único laboratório responsável pela realização da triagem para AME-5q em 75,95% do Estado. A implantação será realizada de forma progressiva.

O que é AME-5q

A inclusão da AME-5q no teste do pezinho é importante porque o diagnóstico precoce faz a diferença na trajetória de vida dos recém-nascidos. A doença é causada por alterações no gene SMN1, que levam à degeneração dos neurônios motores. 

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Nas formas mais graves, os primeiros sinais podem aparecer ainda nos primeiros meses de vida, com rápida perda de função motora.

Atualmente, existem tratamentos capazes de modificar a evolução da doença, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O teste do pezinho tem a função de rastrear a doença nos primeiros dias de vida antes que ela se manifeste. No caso da AME-5q, isso é de extrema importância porque o tempo tem relação direta com a possibilidade de preservar funções motoras", diz a Superintendente Geral do Instituto Jô Clemente, Daniela Mendes.

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Projeto-piloto

O instituto conta que entre julho de 2023 e outubro de 2025, o projeto-piloto para inclusão do  AME-5q no teste examinou 194 mil recém-nascidos e identificou 14 casos da doença. Os bebês com resultado positivo receberam o primeiro resultado da triagem, em média, por volta dos 11 dias de vida, e aqueles com diagnóstico confirmado iniciaram o tratamento, em média, aos 28 dias. Os resultados foram publicados no periódico científico "International Journal of Neonatal Screening".

A doutora Vanessa Romanelli, supervisora do Laboratório de Biologia Molecular do IJC e responsável pelo projeto-piloto da AME-5q, conta que o trabalho produziu dados e fluxos para orientar sua implementação em maior escala.

 “O projeto-piloto mostrou, na prática, que é possível identificar a doença nos primeiros dias de vida, confirmar o diagnóstico e organizar o encaminhamento para o tratamento precoce dessas crianças.
Vanessa Romanelli, responsável pelo projeto-piloto

A ampliação da triagem para a Doença Rara em São Paulo ocorre no contexto da expansão do Programa Nacional de Triagem Neonatal, estabelecida pela Lei nº 14.154/2021 e posteriormente regulamentada e atualizada por normas do Ministério da Saúde. A Portaria GM/MS nº 7.293/2025 estabelece que a Triagem Neonatal seja organizada de forma articulada entre União, Estados e municípios e prevê sua implementação de maneira escalonada.

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(Gustavo Oreb, especial para o VIVA)

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