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Brasil recebe a 26ª Conferência Internacional sobre Aids no Rio de Janeiro

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O evento será realizado pela primeira vez na América do Sul
Por Emanuele Almeida

31/01/2026 | 14h00

São Paulo, 31/01/2026 - O Brasil será a sede da 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026), que ocorrerá entre os dias 26 e 31 de julho, no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que o evento, considerado o maior encontro global dedicado à saúde pública, ciência e direitos humanos relacionados ao HIV e à Aids, será realizado na América do Sul.

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A iniciativa é promovida pela Sociedade Internacional de Aids (IAS) e conta com o apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

Com o tema "Repensar. Reconstruir. Avançar", a conferência terá formato híbrido, permitindo participação presencial e virtual. A programação prevê conferências, mesas-redondas e apresentações de pesquisas, reunindo gestores, cientistas e pessoas vivendo com HIV/aids. O evento ocorre em um contexto de desafios globais, como crises de financiamento e cortes em programas de HIV em diversos países.

Contexto 

A realização do evento no Brasil sucede a 25ª edição, ocorrida em julho de 2024, em Munique, na Alemanha. Naquela ocasião, o tema foi "Colocar as pessoas em primeiro lugar", focando em soluções baseadas na perspectiva das populações mais afetadas e na redução de desigualdades. Durante a edição alemã, que reuniu cerca de 15 mil participantes, o Ministério da Saúde brasileiro apresentou estratégias nacionais, como a distribuição de autotestes e a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV.

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A edição de 2026 busca dar visibilidade às especificidades da epidemia na América Latina. Dados indicam que, enquanto o cenário global aponta para uma queda em novas infecções, a região latino-americana registrou crescimento recente e aumento de mortalidade entre mulheres em alguns países.

Em comunicado, a presidente da IAS, Beatriz Grinsztejn, afirmou que a resposta brasileira oferece um cenário estratégico para o debate, fundamentada no acesso universal ao tratamento e no engajamento comunitário. O Brasil adota o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV desde 2013 e mantém a oferta gratuita de antirretrovirais e profilaxia pré-exposição (PrEP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

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