O que é "terrorismo nutricional", inimigo do verdadeiro comer bem
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Por Larissa Crippa
redacao@viva.com.brSão Paulo, 31/01/2026 - Já comeu um chocolatinho pós-almoço e se sentiu a pior pessoa do mundo depois? Esse sentimento tem um motivo, e vem do terrorismo nutricional.
Esse conceito engloba informações exageradas, falsas ou simplistas sobre alimentos, que geram medo, culpa e ansiedade excessiva na alimentação. Segundo a Fiocruz, caracteriza-se por rotular alimentos como "bons" ou "maus" (o que leva à demonização de certas comidas), criando restrições desnecessárias que prejudicam a relação com a comida e a saúde mental.
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Por que esse terrorismo não é valido?
Como explicam especialistas em nutrição, os alimentos não podem ser reduzidos apenas ao seu valor nutricional, e "quebrar a dieta" em momentos afetivos como jantares em família, uma noite especial maratonando séries, um evento de comemoração ou similares não deve ser motivo para grande sofrimento.
Esse pensamento é prejudicial porque transforma o ato de comer, que é parte essencial da vida humana, em fonte de culpa, medo e ansiedade, criando angústias desnecessárias, gerando transtornos alimentares e reforçando estigmas.
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Comer um doce ou algo com mais calorias ocasionalmente não te torna “errado” ou “não sadio”: não existe um alimento intrinsecamente “mau” quando inserido num padrão de alimentação equilibrado e compatível com sua vida e bem-estar.
Reduzir a alimentação a uma lista de não proibidos só alimenta o medo e a culpa, enquanto o equilíbrio e a relação positiva com a comida são pilares de uma vida saudável, física e emocionalmente.
Uma boa alimentação: o que fazer e o que não fazer?
Equilibrar a alimentação passa muito mais por regularidade e constância do que por compensações pontuais. Comer um doce não exige “conserto”, como pular refeições, beber água em excesso, jejuar à força ou aumentar o exercício. Essas punições tendem a desregular a fome, aumentar a ansiedade e favorecer ciclos de restrição e exagero.
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O mais saudável é retomar a rotina normal nas refeições seguintes, priorizando variedade, com carboidratos, proteínas, fibras e gorduras, e respeitando sinais de fome e saciedade.
A hidratação deve seguir a necessidade do corpo, não funcionar como ferramenta de culpa, e o movimento físico precisa estar ligado ao bem-estar, não à punição por ter comido.
Em vez de compensar, o equilíbrio vem de uma relação estável com a comida, em que nenhum alimento carrega peso moral e o prazer também faz parte de uma alimentação saudável.
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