Campanha alerta sobre doença renal em cães e gatos; veja como prevenir
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São Paulo - O mês de março está quase acabando, mas a campanha Março Amarelo Pet vem colocando em pauta a doença renal crônica em cães e gatos, uma das principais causas de morte entre animais idosos. A enfermidade é progressiva e não tem cura, além de avançar de forma silenciosa, com sintomas que costumam surgir apenas em fases mais avançadas.
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A proposta da campanha é mostrar a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento veterinário ao longo da vida do pet, já que a identificação antecipada pode ajudar no controle da doença e na qualidade de vida dos animais.
Doenças renais são silenciosas
A médica veterinária nefrologista Duane Vendramini alerta que as doenças renais são silenciosas e só apresentam sintomas quando o comprometimento já é grave. “A realização de exames de rotina é fundamental para identificar alterações precocemente e iniciar o manejo adequado, aumentando a qualidade e a expectativa de vida dos pets”, explica.
Segundo a veterinária, pequenas mudanças no comportamento podem indicar problemas e devem ser investigadas rapidamente. Entre os principais sintomas de alerta estão:
- Alterações no volume de urina (aumento ou diminuição)
- Sede excessiva
- Perda de peso
- Falta de apetite
- Episódios de vômito
- Diarreia
- Sinais de apatia
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De acordo com o Grupo Hospitalar Pet Support, embora possam parecer inespecíficos, esses sintomas podem indicar comprometimento renal e exigem avaliação clínica.
A prevenção passa, principalmente, por cuidados contínuos. A realização de exame anuais ou semestrais é uma das principais estratégias para identificar precocemente alterações renais.”
A recomendação é fazer o exame conhecido para detecção do marcador dimetilarginina simétrica, que é mais sensível e aponta para a doença antes do exame de creatinina.
O que contribui para a prevenção
- Hidratação adequada: essencial para a saúde dos rins;
- Estimular o consumo de água, especialmente em gatos, que bebem menos naturalmente;
- Uso de fontes de água como alternativa para incentivar a ingestão;
- Alimentação balanceada e de qualidade.
Fatores de risco
- Idade avançada;
- Presença de doenças crônicas (como diabetes e cistite);
- Infecções (como leptospirose e leishmaniose);
- Predisposição genética.
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Raças de cães mais suscetíveis
- Beagle
- Cocker Spaniel
- Lhasa Apso
- Maltês
- Pastor Alemão
- Poodle
- Dachshund
- Pinscher
- Shih-Tzu
- Schnauzer
O Março Amarelo Pet reforça que a atenção dos tutores é peça-chave nesse processo. Ao notar qualquer alteração no comportamento ou na rotina do animal, a recomendação é buscar orientação veterinária o quanto antes.
"Com o diagnóstico precoce, é possível controlar a progressão da doença e proporcionar mais qualidade de vida aos pets", afirma o grupo de saúde animal.
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