Caneta emagrecedora será gratuita no SUS? Veja o que Lula anunciou
Governo prevê oferta para pacientes com obesidade, mas ainda precisa definir regras, protocolo clínico, orçamento e data de início
Por Bianca Bibiano e Broadcast
18/09/2026 | 09h27Adobe Stock
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade, embora não tenha especificado a data de início ou o orçamento necessário para a implementação da medida.
Atualmente, o acesso a esses medicamentos injetáveis está restrito à rede municipal do Rio de Janeiro, que oferece o tratamento para pacientes com obesidade grave, enquanto um projeto piloto no SUS em Porto Alegre visa atender 250 pacientes com obesidade grave até 2030.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a oferta será feita de forma responsável, com base em protocolos clínicos, e que o Brasil já possui 14 medicamentos registrados para o combate à obesidade, reduzindo significativamente os preços para a população.
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 17, durante visita ao complexo farmacêutico da Eurofarma, em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A Eurofarma fabrica o Pozvitra, genérico da caneta emagrecedora Wegovy, que tem a semaglutida como princípio ativo. Na fala, porém, Lula não indicou quando a iniciativa passará a valer e nem quais ações orçamentárias seriam necessárias para custear o projeto.
Leia também
"Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.
A fala do presidente foi reforçada pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha, ao destacar que o medicamento será oferecido gratuitamente no SUS "de forma responsável", com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
“O Brasil é hoje o País com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito”, ressaltou Padilha.
Quando as canetas chegam ao SUS?
Atualmente, o acesso aos medicamentos injetáveis para obesidade são disponibilizados na saúde pública apenas pela rede municipal do Rio de Janeiro. A medida foi anunciada em março deste ano pela capital fluminense para pacientes com obesidade grave (grau 3) associada a outras morbidades.
Além disso, em junho, o Ministério da Saúde também anunciou um projeto piloto no SUS, como parte de um estudo denominado Real-Bari, com apoio da farmacêutica Novo Nordisk, que concedeu desconto de 50% sobre o preço de referência de medicamntos a base de semaglutida.
O projeto de pesquisa pretende atender 250 pacientes com obesidade grave, que passarão a receber o medicamento pelo sistema público no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS) por um período que pode variar de cinco a 40 meses. Os resultados deverão ser divulgados somente em 2030.
“O primeiro paciente que recebeu essa medicação pelo SUS estava na fila da cirurgia bariátrica. Ele já perdeu seis quilos e reduziu a circunferência. E o que é mais legal: ele conta que já mudou os hábitos de vida. Começou a ajudar a mãe em casa, a sair de casa e a fazer atividade física”, disse Padilha.
Para além desses dois projetos, não há iniciativas oficiais de entrega desse tipo de medicamento na rede pública, ficando ainda restrito à compra em farmácias.
(Com informações de Gabriel de Sousa)
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
Agora

