Conjuntivite em idosos: saiba perigos e principais cuidados
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06/01/2026 | 09h07
São Paulo, 06/01/2026 - No ano passado, a cidade de São Paulo registrou cerca de 80 surtos de conjuntivite, em comparação aos 70 ocorridos em 2024. E houve um aumento expressivo no número de casos recentemente da infecção em outros Estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Alagoas.
A conjuntivite ocorre quando a membrana fina e transparente que cobre a parte branca visível do globo ocular inflama. A infecção pode ter origem bacteriana, viral, alérgica, química ou outras. É comum que as pálpebras superiores e inferiores também sejam afetadas e apresentem inchaço.
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O verão propicia o aumento de infecções por conta do calor e grande concentração de pessoas em locais públicos, principalmente praias e piscinas — momento em que a atenção precisa ser redobrada. Para isso, os especialistas recomendam os seguintes cuidados:
- Higiene das mãos: manter as mãos limpas e evitar tocar os olhos, especialmente em locais públicos;
- Evitar compartilhamento: não compartilhar itens pessoais como colírios, toalhas, lenços e maquiagens;
- Cuidado em locais públicos: no verão, quando há maior concentração de pessoas, redobrar os cuidados, especialmente em praias e piscinas.
Conjuntivite em idosos
O diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), César Motta, explica que, com o avanço da idade, ocorre a diminuição da produção de lágrimas, que funcionam como uma barreira imunológica para o olho.
"Consequentemente, esse olho ficando mais seco terá uma barreira imunológica menor, podendo ter uma propensão maior a desenvolver ceratoconjuntivite (forma mais grave da inflamação)", observa.
De acordo com o oftalmologista e diretor do Instituto Penido Burnier de Campinas, Leôncio Queiroz Neto, a conjuntivite representa maior risco de complicações entre idosos, pois esse grupo tem o sistema imunológico menos eficiente.
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“A inflamação pode ser mais prolongada, provocando complicações que deixam a visão borrada por semanas. Além do olho seco, glaucoma, blefarite, diabetes e doenças que reduzem a imunidade fazem com que a conjuntivite em idosos mereça diagnóstico precoce”, aponta.
Neto ressalta que o atendimento deve ser imediato quando a pessoa apresentar sintomas como dor moderada ou forte, visão borrada persistente, fotofobia intensa, visão embaçada e dificuldade para abrir os olhos.
Sintomas da conjuntivite
Os principais sintomas da conjuntivite são:
- Inchaço das pálpebras
- Vermelhidão nos olhos
- Secreção aquosa (se for de origem bacteriana, a secreção será purulenta e amarelada)
- Fotofobia (sensibilidade à luz)
- Lacrimejamento
- Sensação de corpo estranho (como areia nos olhos)
A conjuntivite mais comum é a viral, que ocorre por meio do contato direto das mãos com superfícies contaminadas e com os olhos. Este tipo de inflamação costuma atingir os dois olhos e durar de 7 a 15 dias.
Para os idosos, que podem apresentar outras doenças oculares, os especialistas explicam que as principais alterações que indicam uma emergência são: embaçamento que parece uma película sobre o olho, que pode ser variável durante o dia e melhorar ao piscar. Outros sintomas que acompanham são vermelhidão nos olhos, sensação de areia, ardor, coceira e secreção.
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