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Cúrcuma faz mal para o fígado? Entenda o novo alerta da Anvisa

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Anvisa explica que as tecnologias e formulações atuais promovem um aumento drástico na absorção da curcumina pelo organismo - Adobe Stock
Anvisa explica que as tecnologias e formulações atuais promovem um aumento drástico na absorção da curcumina pelo organismo
Por Emanuele Almeida

06/03/2026 | 12h35

São Paulo, 06/03/2026 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um importante alerta nesta sexta-feira, 6, voltado aos consumidores de suplementos alimentares e medicamentos à base de cúrcuma, popularmente conhecida no Brasil como açafrão. O órgão adverte que o consumo dessas substâncias em cápsulas ou extratos altamente concentrados pode estar associado a casos raros, porém graves, de inflamação e danos hepáticos.

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O que a cúrcuma faz com o fígado?

A raiz do problema não está na planta em si, mas na forma como ela vem sendo processada pela indústria. A Anvisa explica que as tecnologias e formulações atuais promovem um aumento drástico na absorção da curcumina pelo organismo, elevando a presença da substância a níveis muito superiores aos do consumo normal.

Essa hiperconcentração já chamou a atenção de autoridades de saúde ao redor do mundo. Países como França, Itália, Canadá e Austrália já haviam emitido alertas semelhantes após identificarem casos de intoxicação do fígado ligados a esses suplementos. O sistema de nutrivigilância francês, por exemplo, registrou dezenas de efeitos adversos, incluindo casos de hepatite associados à curcumina.

Uso na cozinha é seguro

A Anvisa fez questão de tranquilizar a população quanto ao uso tradicional da especiaria. O pó de cúrcuma (açafrão) utilizado rotineiramente na culinária para temperar e colorir os alimentos é totalmente seguro e não faz parte deste alerta. Não há nenhuma evidência de que o consumo alimentar convencional traga qualquer risco à saúde.

Sinais de alerta e o que fazer

A Anvisa recomenda que os usuários de medicamentos e suplementos concentrados de cúrcuma fiquem atentos a reações do corpo. Os principais sinais que exigem avaliação médica imediata incluem:

  • Icterícia: pele ou a parte branca dos olhos com tom amarelado;
  • Alterações na urina: coloração muito escura;
  • Sintomas sistêmicos: cansaço excessivo e sem explicação aparente;
  • Sintomas gástricos: dores na região abdominal e náuseas.

Caso o paciente apresente algum destes sintomas, a recomendação é interromper o uso do produto imediatamente e procurar um médico. Além disso, suspeitas de reações adversas devem ser informadas à Anvisa por meio dos sistemas VigiMed (no caso de medicamentos) e e-Notivisa (para suplementos).

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Novas regras para indústria

Diante do cenário, a Anvisa já tomou medidas preventivas no mercado brasileiro. Os medicamentos Motore® e Cumiah®, que possuem a substância em suas fórmulas, deverão ter suas bulas atualizadas obrigatoriamente com os novos avisos de segurança.

No setor de suplementos, a agência iniciará um processo de reavaliação técnica sobre o uso da cúrcuma e passará a exigir que os rótulos desses produtos tragam advertências claras sobre a possibilidade de efeitos colaterais ao consumidor.

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