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Dermatilomania: Entenda diagnóstico de Giulia, filha de Flávia Alessandra

Reprodução/Instagram @giuliacosta

Giulia Costa é filha da atriz Flávia Alessandra - Reprodução/Instagram @giuliacosta
Giulia Costa é filha da atriz Flávia Alessandra
Por Bárbara Ferreira

23/02/2026 | 17h22

São Paulo, 23/02/2026 - A influenciadora Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra, revelou um diagnóstico de dermatilomania, um transtorno de escoriação em que o paciente belisca, coça e machuca a própria pele. Com isso, formam-se lesões, crostas, feridas abertas e cicatrizes. Especialistas afirmam que os pacientes podem sentir vergonha da situação ou não a entenderem como problema, o que dificulta o diagnóstico. 

Clinicamente, a dermatilomania é reconhecida como um transtorno psquiátrico, mas com manifestações predominantemente cutâneas. 

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As causas da doença são fatores emocionais e dependem de cada caso, normalmente ligadas ansiedade, estresse, traços obsessivo-compulsivos, depressão e até gatilhos dermatológicos reais, como acne, segundo o médico dermatologista Gustavo Sackz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Para a psicóloga comportamental Letícia de Oliveira, o comportamento pode ser consciente, quando o paciente percebe que está machucando a própria pele mas tem dificuldade de parar, ou ainda automático, quando essa percepção só acontece quando as lesões já estão visíveis. 

As áreas mais acometidas são o rosto, principalmente região mandibular e bochechas, o couro cabeludo, braços, dorso e pernas, segundo o médico, em geral, áreas mais acessíveis. Sackz afirmou que as lesões costumam ter formato irregular, aspecto de escoriações, crostas espessas e distribuição atípica.

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Muitas vezes, o ato de mexer na pele gera uma sensação momentânea de alívio ou regulação emocional, o que reforça o comportamento e mantém o ciclo”, disse a psicóloga.

Para o médico, os principais sinais da dermatilomania são: 

  • Lesões em áreas de fácil alcance das mãos
  • Feridas em diferentes estágios de cicatrização
  • Bordas irregulares ou lineares
  • Ausência de lesão dermatológica primária que justifique o grau do ferimento
  • Relato de “não conseguir parar de mexer”

“Muitas vezes o paciente refere sensação de alívio após manipular a pele”, disse Sackz. Esse hábito pode causar infecções na pele, além de cicatrizes e manchas persistentes. A curto prazo, observa-se inflamação, dor, sangramento, crostas e risco de infecção, afirmou o médico. A longo prazo, pode ocorrer:

  • Hiperpigmentação pós-inflamatória
  • Cicatrizes atróficas ou hipertróficas
  • Manchas permanentes
  • Espessamento da pele (liquenificação)

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Como tratar a dermatilomania?

O tratamento envolve cuidar das lesões ativas e abordagem da causa comportamental, com dermatologista em conjunto com psicólogo e psiquiatra. O encaminhamento psiquiátrico é indicado quando o comportamento é recorrente e fora de controle, há prejuízo social ou emocional significativo, ou ainda quando existe associação com ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo, pontuou o médico.

Esta avaliação psiquiátrica pode indicar medicação, mas isso não exclui a necessidade de psicoterapia que deve auxiliar com uma reversão de hábito, identificação de gatilhos ou substituição do comportamento (como apertar uma bolinha, usar anéis giratórios), segundo a psicóloga. Para Oliveira, é possível falar em remissão e manejo saudável da doença. 

“Muitas pessoas conseguem passar longos períodos sem episódios ou com episódios muito raros. Em alguns casos, há remissão completa. Mas, como envolve regulação emocional, momentos de maior estresse podem reativar o comportamento”, pontuou Oliveira.

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