Dia de Combate à Surdez reforça importância do cuidado com a saúde auditiva
Foto: Envato Elements
Por Beatriz Duranzi
redacao@viva.com.brO que é a surdez e como ela acontece
A surdez é caracterizada pela dificuldade parcial ou total de ouvir sons. O processo auditivo envolve o trajeto das ondas sonoras até o ouvido interno, onde são convertidas em estímulos elétricos e enviadas ao cérebro, responsável por decodificar e reconhecer os sons.
Quando esse sistema sofre alguma interrupção, surgem diferentes tipos de perda auditiva.
Entre as principais causas estão:
- Surdez de condução: provocada por acúmulo de cera, infecções no ouvido (como otite) ou rigidez dos ossículos da orelha média. Pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia.
- Surdez neurossensorial: ligada a problemas na cóclea ou no nervo auditivo, podendo ser causada por viroses, meningite, fatores genéticos, envelhecimento, uso de certos medicamentos, ruídos intensos, entre outros. O tratamento varia conforme o caso, podendo incluir o uso de aparelhos auditivos ou procedimentos cirúrgicos.
Outros fatores de risco também merecem atenção: histórico familiar de surdez, prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções congênitas (como rubéola e sífilis) e uso de antibióticos tóxicos ao ouvido em recém-nascidos.
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Libras e inclusão: o poder da comunicação
Um dos avanços mais importantes para a comunidade surda foi o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) pela Lei nº 10.436/2002, que oficializou o idioma como meio legal de comunicação e expressão no país.
A Libras utiliza gestos, expressões faciais e movimentos corporais para formar palavras e ideias. Também conta com a datilologia, em que as letras do alfabeto são representadas manualmente.
Vale lembrar que a língua de sinais não é universal, ela varia conforme a cultura e as particularidades regionais.
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Como prevenir a perda auditiva
A prevenção começa ainda na gestação. Doenças como sífilis, rubéola e toxoplasmose podem comprometer a audição do bebê, por isso é essencial o acompanhamento médico durante o pré-natal e a vacinação adequada antes da gravidez.
Outras medidas importantes incluem:
- Realização do teste da orelhinha em recém-nascidos, capaz de identificar alterações auditivas precocemente
- Evitar o uso de objetos pontiagudos nos ouvidos, como grampos e canetas
- Observar atrasos na fala infantil, que podem indicar deficiência auditiva
- Utilizar equipamentos de proteção em ambientes com ruído elevado
- Promover o monitoramento da saúde auditiva dos trabalhadores expostos a sons intensos
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Saiba mais sobre o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez na cartilha do Ministério da Saúde.
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