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Em quais países as pessoas passam mais tempo doentes? Veja ranking

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O brasileiro passa hoje, em média, 12,5 anos vivendo com limitações de saúde - Adobe Stock
O brasileiro passa hoje, em média, 12,5 anos vivendo com limitações de saúde
Por Emanuele Almeida

24/07/2026 | 16h46

São Paulo - O avanço da longevidade é um dos maiores triunfos da atualidade, mas no Brasil, ele veio acompanhado de um desafio silencioso: a expansão da morbidade durante os anos de vida. De acordo com o estudo GBD 2023, publicado no The Lancet Public Health o brasileiro passa hoje, em média, 12,5 anos vivendo com limitações de saúde.

O estudo revela que países com maior desenvolvimento sociodemográfico (SDI) e maior expectativa de vida tendem a ter hiatos de morbidade mais amplos. O Brasil ocupa a 16ª posição entre os 204 países e territórios analisados com os maiores hiatos de saúde. 

Top 20 Países com maior tempo vivido com doenças

  1. Estados Unidos: 14 anos
  2. Austrália: 13,9 anos
  3. Canadá: 13,7 anos
  4. Nova Zelândia: 13,1 anos
  5. Países Baixos: 12,9 anos
  6. San Marino: 12,9 anos
  7. Suíça: 12,8 anos
  8. Líbano: 12,8 anos
  9. Reino Unido: 12,7 anos
  10. Porto Rico: 12,7 anos
  11. México: 12,6 anos
  12. Síria: 12,6 anos
  13. França: 12,5 anos
  14. Costa Rica: 12,5 anos
  15. Irã: 12,5 anos
  16. Brasil: 12,5 anos
  17. Noruega: 12,4 anos
  18. Suécia: 12,4 anos
  19. Kuwait: 12,4 anos
  20. Eslovênia: 12,3 anos

Em contrapartida, os menores hiatos foram registrados em Nauru (6,9 anos), Ilhas Salomão (7,3 anos) e Laos (7,4 anos). O Afeganistão destaca-se por ter a maior proporção de vida em má saúde (17,9% da expectativa de vida).

Quais doenças afetam mais a saúde?

Diferente do passado, onde as doenças infecciosas eram as principais causas de morte, o hiato de morbidade atual é dominado por condições crônicas não fatais. Cinco grupos de doenças respondem por 57,4% de todos os anos vividos com incapacidade no mundo:

  • Distúrbios musculoesqueléticos: especialmente a dor lombar, o maior contribuinte individual;
  • Transtornos mentais: destacando-se a depressão e a ansiedade;
  • Doenças dos órgãos sensoriais: como a perda auditiva relacionada à idade;
  • Lesões não intencionais: principalmente quedas entre idosos;
  • Outras doenças não transmissíveis: condições crônicas de longa duração.
  • Fatores de risco: os principais impulsionadores são o alto IMC (obesidade), glicose elevada (diabetes) e o tabagismo.

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