Em quais países as pessoas passam mais tempo doentes? Veja ranking
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São Paulo - O avanço da longevidade é um dos maiores triunfos da atualidade, mas no Brasil, ele veio acompanhado de um desafio silencioso: a expansão da morbidade durante os anos de vida. De acordo com o estudo GBD 2023, publicado no The Lancet Public Health o brasileiro passa hoje, em média, 12,5 anos vivendo com limitações de saúde.
O estudo revela que países com maior desenvolvimento sociodemográfico (SDI) e maior expectativa de vida tendem a ter hiatos de morbidade mais amplos. O Brasil ocupa a 16ª posição entre os 204 países e territórios analisados com os maiores hiatos de saúde.
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Top 20 Países com maior tempo vivido com doenças
- Estados Unidos: 14 anos
- Austrália: 13,9 anos
- Canadá: 13,7 anos
- Nova Zelândia: 13,1 anos
- Países Baixos: 12,9 anos
- San Marino: 12,9 anos
- Suíça: 12,8 anos
- Líbano: 12,8 anos
- Reino Unido: 12,7 anos
- Porto Rico: 12,7 anos
- México: 12,6 anos
- Síria: 12,6 anos
- França: 12,5 anos
- Costa Rica: 12,5 anos
- Irã: 12,5 anos
- Brasil: 12,5 anos
- Noruega: 12,4 anos
- Suécia: 12,4 anos
- Kuwait: 12,4 anos
- Eslovênia: 12,3 anos
Em contrapartida, os menores hiatos foram registrados em Nauru (6,9 anos), Ilhas Salomão (7,3 anos) e Laos (7,4 anos). O Afeganistão destaca-se por ter a maior proporção de vida em má saúde (17,9% da expectativa de vida).
Quais doenças afetam mais a saúde?
Diferente do passado, onde as doenças infecciosas eram as principais causas de morte, o hiato de morbidade atual é dominado por condições crônicas não fatais. Cinco grupos de doenças respondem por 57,4% de todos os anos vividos com incapacidade no mundo:
- Distúrbios musculoesqueléticos: especialmente a dor lombar, o maior contribuinte individual;
- Transtornos mentais: destacando-se a depressão e a ansiedade;
- Doenças dos órgãos sensoriais: como a perda auditiva relacionada à idade;
- Lesões não intencionais: principalmente quedas entre idosos;
- Outras doenças não transmissíveis: condições crônicas de longa duração.
- Fatores de risco: os principais impulsionadores são o alto IMC (obesidade), glicose elevada (diabetes) e o tabagismo.
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