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Levantamento mostra alta circulação de 3 vírus entre crianças; veja quais

Dados de pesquisa do Sabará Hospital Infantil mostram que rinovírus responde por 30% dos agentes identificados, seguido por adenovírus e VSR

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

25/09/2026 | 11h24 ● Atualizado | 11h47

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Em agosto, 73% dos exames deram resultado positivo para pelo menos um agente infeccioso em crianças - Envato
Em agosto, 73% dos exames deram resultado positivo para pelo menos um agente infeccioso em crianças
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A circulação de vírus respiratórios entre crianças permanece alta em São Paulo, com 73% dos exames realizados no Sabará Hospital Infantil em agosto de 2026 apresentando resultados positivos para pelo menos um agente infeccioso, destacando a gravidade da situação na saúde pediátrica.

O rinovírus foi o mais detectado, representando 30% dos casos, seguido pelo adenovírus e o Vírus Sincicial Respiratório, enquanto infecções bacterianas como pneumonia atípica e amigdalite também mostraram taxas preocupantes de positividade.

Para enfrentar esses desafios, o 8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil, que ocorrerá de 1º a 3 de outubro, discutirá a prevenção e tratamento das doenças respiratórias, reunindo especialistas para abordar inovações e tendências na saúde infantil.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Apesar de quedas a nível nacional, a circulação de vírus respiratórios continua elevada entre crianças, especialmente em São Paulo, segundo o levantamento de pacientes atendidos no Sabará Hospital Infantil entre janeiro de 2025 e agosto de 2026.

De acordo com os dados, divulgados em primeira mão ao VIVA, em agosto deste ano 73% dos exames realizados na instituição tiveram resultado positivo para pelo menos um agente infeccioso. A análise faz parte do monitoramento epidemiológico do Painel Molecular Respiratório, teste laboratorial que analisa a amostra da criança e pesquisa 18 tipos de vírus simultaneamente.

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O rinovírus liderou as detecções e respondeu por 30% dos agentes identificados por metodologia de PCR. Em seguida apareceram o adenovírus (16%) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 15%. O levantamento também apontou a circulação simultânea de bocavírus, metapneumovírus, enterovírus e coronavírus, evidenciando a coexistência de diferentes vírus em circulação entre a população pediátrica. 

Bronquiolite em queda

Além dos vírus causadores da gripe, o monitoramento detalhou o comportamento de outras infecções respiratórias comuns na infância por meio de testes rápidos e sorologias.

O teste rápido para VSR (Vírus Sincicial Respiratório), principal causador da bronquiolite, identificou 4 casos positivos de 75 exames apenas em agosto de 2026, mostrando uma forte desaceleração após registrar o seu pico sazonal mais severo em maio deste ano, quando atingiu 39 diagnósticos positivos.

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Nesse caso, a amostra entre crianças dialoga com análises a nível nacional divulgadas ontem pelo boletim InfoGripe, da Fiocruz, que apontou tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR.

Infecções bacterianas também preocupam

O levantamento do Sabará também acendeu um alerta para as infecções bacterianas. O exame de sangue de sorologia IgM para Mycoplasma pneumoniae, bactéria responsável por quadros de pneumonia atípica, apresentou uma expressiva taxa de 31% de positividade no último mês analisado, com 12 amostras positivas de 39 coletadas.

Já o teste rápido para Streptococcus, realizada por meio da coleta de secreção da garganta para o diagnóstico de amigdalite bacteriana, identificou 52 exames positivos dentre 459 testes realizados em agosto.

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Para a infectologista pediátrica Daniella Bomfim, diretora técnica do Sabará Hospital Infantil, discutir doenças respiratórias exige considerar desde a prevenção até os casos que chegam aos serviços de maior complexidade.

Hoje temos novas possibilidades de prevenção e tratamento, mas ainda convivemos com doenças conhecidas e desafios importantes de acesso e diagnóstico.
Daniella Bomfim, médica pediatra

O impacto dessas infecções também é observado nos casos mais graves, especialmente entre bebês, crianças pequenas e pacientes com fatores de risco, que podem evoluir com bronquiolite, pneumonias e necessidade de internação.

Evento analisa cenário da saúde infantil

Os desafios relacionados à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias estarão entre os temas debatidos no 8º Congresso Internacional Sabará-Pensi de Saúde Infantil, que acontece de 1º a 3 de outubro, na capital.

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A programação, voltada a profissionais da área de saúde, terá cerca de 300 palestrantes e vai abordar desde tendências das linhas de tratamento em pediatria até inovação tecnológica e desenvolvimento de pesquisas, passando por doenças respiratórioas e outras condições que afetam as crianças.

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