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Nova vacina experimental pode ajudar a evitar retorno do câncer de pele

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Vacina demonstrou eficácia em reduzir o risco de o melanoma voltar - Adobe Stock
Vacina demonstrou eficácia em reduzir o risco de o melanoma voltar
Por Broadcast

19/08/2026 | 11h28

São Paulo - A Moderna e a Merck informaram nesta quarta-feira, 19, que uma vacina experimental personalizada baseada em mRNA demonstrou eficácia em reduzir o risco de o melanoma voltar ou se espalhar em um estudo de fase avançada com pacientes de alto risco.

Segundo as empresas, os resultados podem abrir caminho para um novo tratamento com potencial de prolongar a vida de pessoas diagnosticadas com esse tipo agressivo de câncer de pele.

O ensaio avaliou pacientes que passaram por cirurgia para remoção do tumor, com o objetivo de diminuir a probabilidade de recidiva após a operação.

De acordo com as companhias, o estudo testou a vacina personalizada intismeran em combinação com o imunoterápico Keytruda, um dos principais medicamentos oncológicos da Merck, e atingiu o desfecho principal ao ampliar o tempo até o retorno do câncer. O estudo também cumpriu um objetivo secundário ao reduzir a disseminação da doença para outros órgãos.

As empresas não divulgaram dados específicos sobre o tempo de sobrevida sem progressão nem sobre a sobrevida média dos pacientes. Mais detalhes devem ser apresentados em um congresso médico ainda neste ano.

Outros tipos de câncer

Pesquisadores vêm procurando há décadas vacinas que possam ajudar o sistema imunológico a combater melhor o câncer. Os resultados foram decepcionantes — até agora.

No início deste mês, cientistas da Merck e da Moderna disseram à Barron's que o tratamento com a vacina é diferente porque os pacientes a recebem mais cedo durante a doença, como terapia adjuvante à cirurgia e em um momento em que o câncer está mais vulnerável às defesas do sistema imunológico.

Utilizando a tecnologia de RNA mensageiro da Moderna, as empresas personalizam a vacina para identificar dezenas de mutações que são exclusivas do tumor de cada paciente.

Essa personalização torna o produto bastante diferente dos medicamentos e vacinas padronizados que as empresas comercializavam anteriormente. No entanto, a Moderna automatizou o processo, e analistas acreditam que ele pode ser ampliado para gerar bilhões de dólares em vendas anuais.

Além do melanoma, as empresas também estão testando o tratamento com a vacina contra cânceres de pulmão, bexiga, rim, estômago e pâncreas.

(Por Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires)

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