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O que é astigmatismo e como ele interfere na visão?

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Em alguns casos, exames que medem a curvatura da córnea ajudam a identificar o grau - Foto: Freepik
Em alguns casos, exames que medem a curvatura da córnea ajudam a identificar o grau

Por Guynever Maropo

redacao@viva.com.br
23/01/2026 | 13h24

São Paulo, 23/01/2026 - Sentir dor nos olhos, enxergar tudo embaçado ou ter dificuldade para ver de longe e de perto é indicação de problema na vista. Um dos mais comuns é o astigmatismo, uma alteração que interfere diretamente na forma como a imagem chega até o cérebro.

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o astigmatismo acontece quando a córnea ou o cristalino do olho não tem um formato regular. Em vez de ter um formato arredondado, essa estrutura apresenta um formato mais oval. Essa mudança faz com que a vista fique desfocada na luz, provocando visão distorcida em qualquer distância.

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Como o astigmatismo afeta a visão

Quando a córnea não é regular, a luz entra no olho de forma desigual. Isso faz com que a imagem se forme em pontos diferentes, antes ou depois da retina.

Esse erro visual provoca dificuldade para enxergar objetos próximos e distantes. Em alguns casos, também pode causar sensação de visão dupla.

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Principais sintomas do astigmatismo

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas os sinais mais comuns incluem: visão embaçada, olhos cansados e dificuldade para enxergar à noite.

Dores de cabeça frequentes também podem surgir devido ao esforço constante para focar. Quanto maior o grau do astigmatismo, mais intensos costumam ser os sintomas.

O que causa o astigmatismo

Na maioria dos casos, o astigmatismo tem origem genética. Pessoas com familiares que possuem o problema têm mais chances de desenvolvê-lo.

Traumas nos olhos, cirurgias oculares ou alterações no cristalino também podem modificar o formato da córnea e causar o astigmatismo.

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Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do astigmatismo é realizado por um oftalmologista. O profissional avalia a visão por meio de exames específicos e testes de refração.

Em alguns casos, exames que medem a curvatura da córnea ajudam a identificar o grau e o tipo do astigmatismo com mais precisão.

Tratamento do astigmatismo

O tratamento depende do grau e do impacto na visão. Em muitos casos, o uso de óculos ou lentes de contato já melhora significativamente a qualidade visual.

Em situações específicas, a cirurgia refrativa pode ser indicada para remodelar a córnea e reduzir o grau do astigmatismo. A indicação depende da avaliação médica.

É possível prevenir o astigmatismo?

Não existe uma forma direta de prevenir o astigmatismo, pois ele está ligado ao formato natural do olho e à genética. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a manter a saúde ocular.

Realizar exames oftalmológicos regulares, evitar coçar os olhos com frequência e fazer pausas durante o uso de telas são medidas importantes.

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Apesar de ser comum, o astigmatismo ainda gera muitas dúvidas. O Hospital de Olhos de São Paulo esclarece 4 mitos sobre o astigmatismo.

1. Óculos ou lentes alteram o grau do astigmatismo

Óculos e lentes de contato não mudam o grau do astigmatismo. Eles apenas corrigem a visão enquanto estão sendo usados.

O uso contínuo ou a falta deles não piora nem melhora o problema. A evolução do astigmatismo depende de fatores físicos e genéticos.

2. Não existe tratamento para astigmatismo

Esse é um mito comum. Existe cirurgia refrativa a laser indicada para alguns casos de astigmatismo.

O procedimento remodela a córnea para melhorar o foco da imagem. Nem todas as pessoas podem realizar a cirurgia, e a indicação deve ser médica.

3. Os sintomas são iguais em todas as pessoas

Nem todas as pessoas com astigmatismo apresentam os mesmos sintomas. Algumas sentem dor de cabeça ou sensibilidade à luz, enquanto outras não.

A dificuldade para enxergar de perto e de longe é o sinal mais frequente. Somente um especialista pode confirmar o diagnóstico.

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4. Astigmatismo não está ligado a problemas mais graves

Em alguns casos, o astigmatismo pode estar associado a doenças mais sérias, como o ceratocone.

Por isso, o acompanhamento oftalmológico é essencial. Apenas corrigir a visão não substitui o cuidado contínuo com a saúde dos olhos.

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