'Papel hormonal e do envelhecimento', diz médico sobre próstata aumentada
Foto: Freepik
01/02/2026 | 09h18
São Paulo, 01/02/2026 - O aumento da próstata é uma doença que acomete principalmente homens com mais de 50 anos e que, apesar de não ser cancerígena, pode afetar a saúde e o bem-estar.
Ao VIVA, o urologista Alexandre Iscaife, médico da Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, disse que a ciência ainda não chegou a nenhuma conclusão efetiva sobre a causa da doença, mas que "existe um papel hormonal e do envelhecimento" nesse processo, destacando que o crescimento da próstata não acontece em homens jovens.
Segundo o médico, toda pessoa com próstata está suscetível à doença, que é chamada oficialmente de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). “É o envelhecimento associado a algum distúrbio da testosterona e do estrogênio, que nós não sabemos exatamente qual ou como. Mas não tem uma causa única”, explicou Iscaife.
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Justamente por isso, o urologista destacou a importância de fazer exames periódicos e de rotina. No caso da HPB, não existe exame específico preventivo para rastrear a doença, mas a avaliação médica permite diagnosticá-la ainda no início, identificando os primeiros sintomas para impedir o agravamento. A partir daí, poderá ser solicitado um ultrassom da próstata.
É um exame barato e não invasivo que vai definir o tamanho da próstata, se a bexiga já está com alguma alteração, se sobra urina na bexiga, e ali a gente já consegue fazer o diagnóstico”, disse.
Segundo o médico, também é importante manter uma rotina de exercícios físicos e alimentação balanceada, já que pacientes com alguma síndrome metabólica (como diabetes, hipertensão, problemas com colesterol e obesidade) têm mais chances de ter um aumento da próstata.
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Tratamento
Assim que a doença é diagnosticada, o tratamento começa com medicação, que alivia a obstrução, melhora o fluxo da urina e pode atuar na redução da próstata. O urologista vai avaliar qual remédio é indicado para cada caso. Por vezes, o paciente precisa tomar medicamento para o resto da vida.
O médico Alexandre Iscaife explica que, depois de seis meses de uso, a medicação pode causar impotência sexual e perda da libído. Por isso, alguns pacientes optam pela cirurgia, que é o tratamento definitivo. O procedimento também é considerado quando os remédios não fazem efeito ou os sintomas são mais graves.
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Fertilidade
Segundo o médico, a cirurgia não interfere na ereção do homem ou no orgasmo, apenas pode reduzir a quantidade de líquido na ejaculação. O único efeito prático é para tentativas de gravidez. O homem não fica infértil, apenas torna a possibilidade de gravidez mais difícil, conclui o especialista.
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