Quando e por que procurar um nefrologista? Doença renal é silenciosa
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São Paulo - Muitas pessoas acreditam que o nefrologista é um especialista procurado apenas quando os rins já deixaram de funcionar adequadamente. Na prática, o ideal é justamente o contrário: a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de evitar a progressão da doença renal crônica, que costuma evoluir de forma silenciosa.
Como os rins raramente dão sinais nas fases iniciais, especialistas alertam que o acompanhamento da saúde renal deve fazer parte da rotina, especialmente entre pessoas com fatores de risco e idosos.
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Quais são os sintomas de doenças nos rins?
Segundo a nefrologista Aline Aoki Garbellini, diretora médica regional do interior de São Paulo da DaVita Tratamento Renal, a doença renal crônica é uma das condições mais silenciosas da medicina.
Nos estágios iniciais, ela geralmente não provoca sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Segundo a médica, quando os sinais aparecem, normalmente a função dos rins já está bastante comprometida.
Para a especialista, as sinais são:
- fadiga,
- indisposição,
- náuseas,
- anemia,
- inchaço,
- redução do volume urinário.
Quem deve fazer exames para avaliar os rins?
Mesmo pessoas sem fatores de risco devem avaliar a saúde renal pelo menos uma vez ao longo da vida. De acordo com Flavio Ferraz, diretor regional e presidente do Comitê Científico de Bioquímica da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os principais exames são simples e amplamente disponíveis.
Os exames mais comuns - estimativa da Taxa de Filtração Glomerular (eTFG) e a Razão Albumina-Creatinina (RAC) - são feitos com amostras de sangue e urina. A aferição da pressão arterial também faz parte dessa avaliação.
Segundo o patologista, todos os indivíduos devem realizar esses exames ao menos uma vez entre os 35 e os 75 anos, mesmo sem fatores de risco.
Já pessoas com histórico familiar de hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doença renal, obesidade ou doenças autoimunes devem iniciar o rastreamento imediatamente e manter acompanhamento periódico conforme os resultados.
Quando procurar um nefrologista?
Nem toda alteração nos exames exige consulta imediata com um nefrologista. Segundo Aline, o rastreamento inicial pode ser realizado por um clínico geral, geriatra, cardiologista ou outro especialista.
O encaminhamento ao nefrologista passa a ser indicado quando há algum problema que caracterize doença renal, como: sangue na urina, alterações urinárias persistentes, cálculos renais de repetição ou hipertensão arterial de difícil controle.
Quando idosos devem começar a acompanhar os rins?
O envelhecimento aumenta naturalmente o risco de desenvolver doença renal crônica. Por isso, as principais diretrizes recomendam acompanhamento sistemático da função dos rins a partir dos 60 anos.
Pessoas com outras doenças crônicas já devem monitorar antes. Segundo a nefrologista, pessoas com mais de 50 anos que apresentam fatores de risco também podem precisar começar o acompanhamento antes dos 60 anos.
Hábitos que prejudicam os rins
Muito além do envelhecimento, alguns comportamentos do dia a dia favorecem a perda progressiva da função renal. Entre eles estão:
- tabagismo,
- uso frequente e sem orientação médica de anti-inflamatórios,
- automedicação com substâncias potencialmente tóxicas para os rins,
- diabetes mal controlado,
- hipertensão sem tratamento adequado,
- sedentarismo,
- consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, embutidos e produtos ricos em sódio.
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