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SUS abre consulta online com psicólogas para mulheres; veja como solicitar

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Atendimento gratuito com psicólogas é voltado para mulheres em situação de violência e mães cuidadoras - Reprodução/MeuSUSDigital
Atendimento gratuito com psicólogas é voltado para mulheres em situação de violência e mães cuidadoras
Por Bianca Bibiano

26/08/2026 | 10h54

São Paulo - O Ministério da Saúde passou a oferecer nesta semana 100 mil teleatendimentos gratuitos em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas com sobrecarga de cuidados. A iniciativa também contempla outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

O teleatendimento está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A rede de profissionais é composta por psicólogas mulheres, para que as pacientes se sintam mais seguras e confortáveis. As especialistas em saúde mental foram capacitadas pelo Ministério da Saúde para realizar escuta sensível em ambiente virtual, com identificação de situações de risco.

De acordo com o Ministério da Saúde, as notificações de violência física, psicológica, sexual ou financeira contra mulheres, registradas por serviços de saúde públicos e privados, passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025.

No caso das mães cuidadoras, levantamentos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que 75% do trabalho de cuidado não remunerado é realizado por mulheres. A iniciativa online leva em conta desafios como a distância, a dificuldade de deslocamento e a falta de tempo dessas mulheres.

Como solicitar o atendimento online

Para acessar o atendimento, é preciso fazer os seguintes passos:

  • Entrar no aplicativo Meu SUS Digital, com a conta gov.br.
  • Em seguida, a usuária deve clicar em “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres.
  • Ela será direcionada para a plataforma da AgSUS, onde fará o cadastro e será direcionada de acordo com o seu caso: se está vivendo ou viveu algum tipo de violência ou se é cuidadora de alguém.
  • Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta.
  • No dia da consulta, a mulher receberá o link para acessar o teleatendimento.

Cada usuária poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. Ao final das sessões, a pessoa poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado presencialmente.

Nos casos de violência, no primeiro contato serão avaliados possíveis riscos, a rede de apoio e as principais demandas da mulher. Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190. 

Já para os casos graves, mas que não exijam intervenção emergencial, as profissionais responsáveis pela articulação do cuidado com os serviços de saúde do território poderão realizar os encaminhamentos necessários, de acordo com as necessidades identificadas.

A iniciativa foi lançada na segunda-feira, 24, em cerimônia do Ministério da Saúde e contou com apoio da primeira-dama Janja Lula da Silva e da empresária, atriz e ativista pelos direitos das mulheres, Luiza Brunet, que sofreu violência doméstica em 2016, além de vivenciar casos de abusos na infância. O evento também contou com autoridades dos ministérios da Igualdade Racial e das Mulheres.

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