Busca por 'celular para criança' bate recorde; veja como instalar segurança
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São Paulo - Um levantamento do Google Trends revelou que o interesse pelo termo "celular para criança" atingiu seu recorde histórico de buscas no Brasil no primeiro semestre deste ano. As consultas sobre o tema cresceram 170% em relação ao mesmo período de 2025 e dispararam 410% na comparação com os primeiros seis meses de 2021.
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Segundo Google, o movimento de procura coincide com o período de férias escolares, no qual há o aumento do tempo de tela de crianças e adolescentes e, consequentemente, uma maior mobilização das famílias sobre supervisão parental.
Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025 pela primeira vez desde o início da série histórica em 2016, a porcentagem de crianças entre 10 e 13 anos com celular próprio caiu no País, para 55,2%, ante 56,7% no ano anterior.
A pesquisa revelou que a segurança e a privacidade das crianças se tornaram a principal razão para a recusa de pais e responsáveis em comprar os aparelhos (32% do total), com uma alta de 7,8 pontos porcentuais em um único ano. O dado reflete uma mudança marcante: em 2022, esse receio ocupava apenas a quarta posição, ficando atrás do custo elevado e da falta de necessidade.
Preocupação no topo das buscas
Refletindo essa busca por orientação prática, as principais consultas dos brasileiros no Google no período concentraram-se em entender mecanismos de proteção e equilíbrio de tempo, com destaque para dúvidas sobre como configurar limites diários e gerenciar o acesso a conteúdos de forma proativa. Alguns dos termos mais buscados são:
- "celular do filho";
- "como bloquear o celular do filho";
- "como monitorar o celular do filho";
- "como colocar tempo no celular no filho";
- 'como configurar Family Link no celular do meu filho".
As pesquisas refletem um receio dos pais: que os menores compartilhem dados pessoais, sofram algum tipo de assédio online ou até mesmo que caiam em golpes.
Ferramentas de supervisão familiar
O Google e outras empresas disponibilizam recursos voltados para a gestão e segurança do uso de dispositivos por menores:
- Google Family Link: o aplicativo, que teve alta de 70% nas buscas, centraliza a supervisão. Ele permite gerenciar o tempo de tela com limites diários, configurar horários de inatividade e monitorar relatórios de atividade de aplicativos. A ferramenta também oferece monitoramento de localização em tempo real, administração de múltiplos perfis e aprovação de contatos telefônicos autorizados;
Controles no Android e Play Store: os dispositivos Android possuem controles protegidos por PIN que sincronizam com o Family Link. É possível definir filtros de conteúdo por faixa etária e exigir aprovação prévia para o download de aplicativos, jogos e filmes na Play Store, além de bloquear sites no Chrome.
YouTube Kids e SafeSearch: o Google adapta o acesso a conteúdos através do YouTube Kids e de experiências supervisionadas no YouTube. Na pesquisa, o SafeSearch filtra conteúdos explícitos e permanece ativado por padrão para contas de menores de 18 anos. - Apple Screen Time: integrado ao iPhone e iPad, é totalmente gratuito. Oferece relatórios detalhados de uso, limites de tempo por aplicativo e bloqueio de conteúdos inadequados;
- Kaspersky Safe Kids: solução que inclui o monitoramento de redes sociais e localização em tempo real. Custa R$ 54,90 no primeiro ano e R$ 61,90/ano nas renovações.
- Qustodio: tem como diferencial astreamento de chamadas e mensagens, bloqueio de sites e relatórios diários. Possui versão gratuita e planos premium.
- Microsoft Family Safety: para quem usa Windows e Xbox, oferece filtros de conteúdo, gestão de tempo e compartilhamento de localização sem custo adicional.
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