Evento do Dia da Internet Segura da Anatel tem foco na geração 60+
Divulgação/Anatel
São Paulo, 26/02/2026 - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou nesta quarta-feira (25) o evento “Internet Segura 2026: 60+ conectados e protegidos”. O conselheiro da Anatel, Edson Holanda, explica que a escolha do tema se deu pela convergência do envelhecimento da sociedade com a digitalização do País.
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A pergunta é: nós vamos permitir que eles caminhem separados ou vamos permitir que a digitalização do Brasil e o envelhecimento da nossa sociedade caminhem juntos de mãos dadas? Não basta entregar acesso à internet, conectividade, telefone. É preciso entregar proteção."
O evento reuniu especialistas para discutir a proteção dos mais velhos online, e Holanda assumiu o tema como prioridade estratégica da Agência. A superintendente de Controle de Obrigações, Suzana Rodrigues, apontou que o conceito de cibersegurança é muitas vezes tratado com conceitos complexos e afastados do cidadão, mas se trata simplesmente de segurança na navegação.
De acordo com a pesquisa TIC Domicílios, das 28 milhões de pessoas que não utilizam a internet no Brasil, 16 milhões são adultos acima dos 60 anos. Rodrigues enfatiza que esta diferença pode ser dar pelo risco de golpes digitais, e que é trabalho da Anatel acabar com esta diferença entre jovens e idosos.
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Este perigo do meio digital foi sentido por Luzimara Fátima Silva, de 68 anos, participante do programa Vida Plena, da Legião da Boa Vontade (LBV), que relatou durante o evento o receio de ser vítima de crimes virtuais como uma barreira constante.
"Eu sinto um horror só de pensar em pagar uma conta pelo celular. Tenho tanto medo de golpes que, às vezes, prefiro pagar alguém na Lan House para fazer para mim, mesmo com meus netos tentando me ensinar. Mas participar de um evento como este é muito importante, porque vi coisas que nem sabia que podiam acontecer. Tudo na vida é um aprendizado e o que aprendemos aqui vem para agregar e nos dar segurança", afirmou Luzimara.
A conselheira Cristiana Camarate reforçou que o foco na geração 60+ foi intencional para sanar esta diferença de habilidades digitais, e a importância de dar ouvidos aos mais velhos para resolver o problema.
Precisamos entender as demandas e as dores para poder atuar de forma concreta. Não é possível falar de segurança digital sem compreender a realidade do nosso País e dos nossos 60 mais"
(*Estagiário sob supervisão de Marcia Furlan)
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