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Internet chega a 90% da população e celular alcança 167,4 milhões em 2025

Bruno Peres/Agência Brasil

Brasil tem 167,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais com telefone celular - Bruno Peres/Agência Brasil
Brasil tem 167,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais com telefone celular
Por Broadcast

02/07/2026 | 10h33

Rio - O número de usuários da internet no Brasil atingiu 168,7 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2025, o equivalente a 90,5% da população de 10 anos ou mais de idade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação 2025 (Pnad TIC), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a primeira vez que o patamar de usuários da internet superou 90% da população nessa faixa etária. Em relação a 2024, quando o índice era de 89,2%, houve alta de 1,3 ponto porcentual (p.p.). A frequência diária de uso da internet abrange 95,6% dos usuários.

Quantas pessoas têm celular

Ao mesmo tempo, o Brasil alcançou a marca de 167,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais com telefone celular para uso pessoal, o equivalente a 89,8% da população dessa faixa etária. Entre elas, 98,1% acessavam a internet por meio do aparelho.

A presença do celular atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, em 2016, quando 77,4% da população possuíam o equipamento. Em 2025, porém, 19,1 milhões de pessoas ainda não tinham telefone celular.

Áreas urbanas e rurais

O IBGE destacou que o crescimento do acesso à internet e ao celular foi acompanhado pela redução das diferenças entre áreas urbanas e rurais. Embora a utilização da internet permaneça menor entre os moradores do campo, houve expansão de 1,9 p.p. entre 2024 e 2025, ante avanço de 1,2 p.p. nas áreas urbanas. Em relação a 2019, o crescimento foi de 28,5 p.p. nas áreas rurais, frente a 8,0 p.p. nas urbanas.

No caso do telefone celular, a expansão também foi mais intensa nas áreas rurais, onde a proporção de pessoas com aparelho passou de 54,6% em 2016 para 79,3% em 2025. Nas áreas urbanas, o porcentual avançou de 81,2% para 91,1% no mesmo período.

Apesar do avanço, 17,7 milhões de pessoas, ou 9,5% da população de 10 anos ou mais, não utilizaram a internet no período de referência. Em 2024, eram 20 milhões de pessoas (10,8%) e, em 2019, 36,7 milhões (20,6%).

Onde estão os usuários de internet

Regionalmente, o Centro-Oeste (93,6%) manteve a maior proporção de usuários da internet, seguido pelo Sul (91,7%) e Sudeste (90,9%). Norte (89,7%) e Nordeste (88,5%) permaneceram abaixo da média nacional, embora apresentem redução das disparidades ao longo da série histórica. Entre 2019 e 2024, o porcentual de usuários cresceu 19,9 p.p. no Norte e 18,7 p.p. no Nordeste.

O rendimento médio mensal real per capita nos domicílios com utilização da internet foi de R$ 2.312, valor 75,7% superior ao registrado nos domicílios sem acesso à rede (R$ 1.316).

Entre os motivos apontados para a ausência de uso da internet em 4 milhões de domicílios, destacaram-se o fato de nenhum morador saber usar a rede (36,5%), o custo do serviço (25,9%) e a falta de necessidade (25,2%).

Computadores voltam a crescer

A Pnad TIC também mostrou, pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2016, um possível fim da queda na proporção de domicílios com microcomputador. Entre os 80 milhões de domicílios pesquisados, a participação daqueles com computador passou de 38,5% em 2024 para 38,7% em 2025. Em números absolutos, a quantidade de domicílios com microcomputador caiu entre 2016 e 2019, mas voltou a crescer desde então e atingiu, em 2025, o maior quantitativo da série.

O rendimento médio nos domicílios que possuíam apenas tablet era de R$ 1.799, inferior ao observado naqueles com apenas microcomputador (R$ 3.015). Nos lares que contavam com ambos os equipamentos, o rendimento médio alcançou R$ 5.298.

Em relação à televisão, 75,1 milhões de domicílios (93,9%) possuíam aparelho em 2025, ante 65 milhões (97,2%) em 2016.

A pesquisa também confirmou a tendência de queda da TV por assinatura. A proporção de domicílios com o serviço recuou de 33,9% em 2016 para 24,3% em 2024 e atingiu 23,5% em 2025, o menor nível da série histórica.

Em números absolutos, eram 17,7 milhões de domicílios com assinatura, também o menor contingente da série. Em 2025, 220 mil lares deixaram de contar com o serviço, sendo 156 mil em áreas rurais e 64 mil em áreas urbanas.

Entre os respondentes da pesquisa, 26,1% consideraram a TV por assinatura cara, enquanto 62,2% afirmaram não ter interesse no serviço.

(Por Gabriela da Cunha)

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