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Mercado de cibersegurança no Brasil deve crescer 10% ao ano, diz consultoria

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Em 2025, o Brasil registrou uma média de 3,7 mil ataques cibernéticos por semana - Envato
Em 2025, o Brasil registrou uma média de 3,7 mil ataques cibernéticos por semana
Por Broadcast

19/05/2026 | 10h27

São Paulo - O mercado brasileiro de cibersegurança deve encerrar 2026 movimentando US$ 4,05 bilhões - alta de 10% em relação aos US$ 3,68 bilhões registrados em 2025. A projeção é de que o setor alcance US$ 6,56 bilhões em 2031, segundo levantamento da Peers Consulting + Technology. O crescimento equivale a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 10,13%.

Para Marcelo Shiramizu, sócio da consultoria e fundador da Actas, braço de segurança digital no Peers Group,  esta é uma estimativa conservadora, já que as ferramentas de inteligência artificial estão acelerando o mercado de cibersegurança.

Leia também: Brasil recebeu 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025

Em 2025, o Brasil registrou uma média de 3,7 mil ataques cibernéticos por semana. Houve alta de 55% ante 2024, em um reflexo do maior uso de IA por criminosos. "

Assim como há uma proliferação de agentes de IA do lado da defesa, os mecanismos de IA infelizmente têm servido como mecanismo para multiplicação desses ataques."

O custo médio por incidente que se concretizou chegou a R$ 7,19 milhões, avanço de 6,5% ao apurado em 2024.

Os setores mais visados foram telecomunicações, transporte rodoviário de cargas e serviços financeiros, aponta o levantamento da Peers. 

O executivo da Peers acredita que o lado da proteção pode evoluir mais rápido no uso da IA. Segundo ele, as principais soluções do mercado já incorporaram ferramentas nos seus produtos, mas ainda há um caminho para as companhias explorarem internamente. 

Leia também: Crime digital no Brasil é coisa de profissional, aponta relatório

Corrida da IA

A corrida para embarcar na IA tem feito empresas negligenciarem alguns aspectos  de segurança cibernética, na avaliação do especialista da Peers. "Em nome da adoção, o pessoal releva um pouco a questão de confidencialidade e privacidade de dados", alerta.

Para Shiramizu, há um balanceamento entre o ganho de produtividade que a IA proporciona e o risco assumido ao expor dados sensíveis. E a balança tem pendido para o lado da adoção. 

A Peers afirma ter ido na contramão dessa tendência, optando por desenvolver uma ferramenta interna de IA para processar dados de clientes. 

(Por Aramis Merki II)

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