Psicóloga propõe 'digital detox' para combater o vício em telas
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São Paulo - Quando o movimento de abrir uma rede social já é automático e esquecer o celular é motivo para desespero, pode ser a hora para um "digital detox", diminuindo o hábito do uso de internet.
A psicóloga especialista em saúde mental corporativa e CEO da Mental Clean, Fatima Macedo, conta que a proposa é quebrar ciclos de dependência, trazendo mudanças práticas na rotina.
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“Quando limites claros com o uso da tecnologia são estabelecidos, o cérebro responde rapidamente com melhora do sono, mais foco e regulação emocional. São pequenas escolhas diárias que dão resultado e têm o poder de transformar profundamente nossa relação com o trabalho e com nós mesmos,”
Macedo também nota que, mesmo sendo mais associado aos jovens, o vício em telas permeia todas as idades.Para seguir essa limpeza mental, ela recomenda:
- Estabelecer metas claras, que façam sentido para o cotidiano;
- Substituir a dopamina liberada pelo uso das redes por outras atividades presenciais
- Ser aberto em relação à mudança e explicar às pessoas do convívio.
A disponibilidade corporativa
Manter-se desconectado se tornou especialmente difícil após a pandemia; após a grande mudança da lógica de trabalho para o mundo virtual. Segundo a psicóloga, o perfil da liderança pode trazer cobranças indiretas e deixar o empregado em constante alerta, sentindo a necessidade de estar sempre online para responder às demandas.
Para ela, o segredo é o equilíbrio: ter disponibilidade, mas não ficar sempre à disposição da empresa.
Organizações que incentivam pausas digitais e hábitos mais saudáveis de conexão contam com times mais produtivos e emocionalmente mais estáveis."
Na prática, o detox deve ser pessoal
Fatima Macedo apresenta o "Desafio Digital Detox 3-2-1": três dias de prática, duas metas definidas e uma hora a menos de tela por dia. No entanto, a recomendação maior é evitar comparações; entendendo as metas conforme cada um.
Outro ponto extremamente pessoal do desafio é como utilizar o tempo desconectado. Macedo explica que são horas que se passa navegando online, acostumando a mente com estímulos que serão cobrados.
Para tanto, ela recomenda manter uma "Caixa de primeiros socorros emocional"; com atividades de conforto; como pilates, meditação ou leitura, que possam substituir de maneira saudável o prazer imediato das telas.
Assim, o primeiro passo do digital detox é identificar quais passatempos divertem e poderiam receber mais atenção, e começar a substituir tempo na internet por eles.
*Estagiário sob supervisão de Claudio Marques
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