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Ataque hacker ao Einstein: proteja-se de golpes que usam informações médicas

Vazamento envolve Informações sensíveis de pacientes, como resultados de exames; hospital está notificando o caso aos pacientes afetados

Felipe Cavalheiro

Por Felipe Cavalheiro

09/10/2026 | 18h34

Divulgação - Hospital Israelita Albert Einstein

O Hospital Israelita Albert Einstein informou o crime à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e PF - Divulgação - Hospital Israelita Albert Einstein
O Hospital Israelita Albert Einstein informou o crime à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e PF
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Um ataque cibernético ao Hospital Israelita Albert Einstein resultou no vazamento de informações sensíveis de pacientes, incluindo prescrições e resultados de exames, com a investigação iniciada em 4 de outubro e notificada oficialmente em 8 de outubro.

O hospital está notificando os pacientes afetados e colaborando com a Agência Nacional de Proteção de Dados e a Polícia Federal para identificar os dados acessados, que estão armazenados de forma descentralizada.

Medidas de segurança foram recomendadas aos pacientes, como reforço na proteção de contas e desconfiança em contatos suspeitos, enquanto o hospital criou uma página para esclarecer dúvidas e fornecer informações sobre a situação dos dados pessoais dos clientes.

São Paulo - Um ataque cibernético ao Hospital Israelita Albert Einstein obteve informações sensíveis de pacientes, incluindo documentos como prescrições médicas e resultados de exames. A invasão é investigada desde 4 de outubro, e foi notificada oficialmente esta quinta-feira (08). 

O hospital está notificando os pacientes afetados individualmente por e-mail e em contato com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Polícia Federal. “Os trabalhos estão agora centrados na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas”, informou a empresa. 

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Procedimentos de segurança

Após este tipo de vazamento, muitas vítimas se tornam alvo de fraudes, com golpistas se aproveitando das informações obtidas ilegalmente. O especialista, sócio e head de Inteligência Artificial (IA) e Proteção de Dados do Lara Martins Advogados, Rafael Maciel, conta alguns procedimentos de segurança a serem adotados: 

  • Desconfiar de qualquer contato que cite exames, prescrições ou consultas reais para pedir dinheiro, dados ou pagamento urgente (como o golpe do falso médico ou do falso atendimento);
  • Reforçar a segurança das contas: trocar senhas, ativar verificação em duas etapas no e-mail, nos aplicativos de banco e no gov.br, e acompanhar movimentações em nome do seu CPF;
  • Guardar a notificação recebida e registrar eventuais contatos suspeitos;
  • Exercer os direitos previstos na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pedindo ao hospital, pelo canal do encarregado de dados, informações sobre quais dados foram acessados;
  • Em caso de tentativa de golpe ou prejuízo, registrar boletim de ocorrência e, se necessário, recorrer à ANPD, ao Procon ou ao Judiciário.

Golpes que usam informações médicas

O principal intuito de vazamentos como estes é vender dados para criminosos, que inventam esquemas sofisticados, como o golpe do falso médico – no qual o criminosos se passam por profissionais da saúde para extorquir dinheiro de familiares de pacientes internados. 

Até o momento, o hospital informou que não há registro do uso dos dados vazados. No entanto, caso um paciente seja vítima de um esquema que utilizou essas informações, a instituição pode até mesmo ser responsabilizada. 

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Maciel afirma que a situação depende de cada caso e das provas produzidas, mas a LGPD exige medidas especialmente seguras para o tratamento de dados de saúde. 

Quando o tratamento não oferece a segurança que se esperaria, ele é considerado irregular, e quem causa dano em razão disso tem o dever de repará-lo
Rafael Maciel

Para ajudar na proteção dos clientes, o Albert Einstein listou as fraudes mais comuns e como se precaver em cada caso. Confira: 

Falsa cobrança de procedimentos e internações:

Golpistas podem entrar em contato afirmando que há pendência financeira para continuidade do tratamento, realização de cirurgia ou permanência de familiar internado. 

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Para se proteger, é recomendado:

  • Nunca realizar pagamentos sem confirmar a solicitação pelos canais oficiais do Einstein
  • Desconfiar de pedidos urgentes de transferência ou PIX

Entrega de resultados de exames com cobrança na residência

Falsos entregadores solicitam o pagamento de taxa no momento da entrega de exames. Em alguns casos, podem utilizar informações do paciente para tornar a abordagem mais convincente

Para se proteger, é recomendado:

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  • Não realizar qualquer pagamento para a entrega de resultados de exame
  • Não fornecer dados bancários e senhas

Falso contato para atualização cadastral:

O criminoso informa que é necessário atualizar dados para manter acesso ao Meu Einstein ou a resultados de exames

Para se proteger, é recomendado:

  • Nunca informar senhas ou códigos de autenticação
  • Baixar o aplicativo Meu Einstein apenas pelas lojas oficiais da Apple e do Google

Buscando os canais oficiais

O hospital reforça que nunca solicita dados pessoais, financeiros ou de login e senha por telefone, mensagem (SMS), e-mail ou aplicativos de mensagens.

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Para contato com o hospital, além do aplicativo Meu Einstein, os números oficiais são: 

Telefones:

  • São Paulo: +55 (11) 2151-1233
  • Goiânia: +55 (62) 3878-5100

WhatsApp:

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  • São Paulo: +55 (11) 2151-1681 e +55 (11) 3620-2550
  • Goiânia: +55 (62) 3878-5100

Por fim, o Albert Einstein também criou uma página dedicada a fornecer mais detalhes sobre seus dados pessoais ou esclarecer dúvidas específicas relacionadas à sua situação. Para acessar, basta clicar aqui. 

Estagiário sob supervisão de Claudio Marques

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