Copa Feminina 2027 deve injetar R$ 8,8 bi na economia, prevê ministério
País receberá 32 seleções e promoverá a campanha 'Brasil Além do Jogo' a fim de atrair visitantes para explorar a cultura e o ecoturismo
CBF
A Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 deve gerar R$ 8,8 bilhões para a economia brasileira e criar 73,7 mil empregos, conforme anunciado pelo ministro do Turismo durante a World Travel Market em Londres.
O evento, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, também promete adicionar R$ 3,8 bilhões ao PIB e arrecadar R$ 928 milhões em tributos, destacando a importância econômica do torneio para o país.
Para atrair turistas, a Embratur lançou a campanha 'Brasil Além do Jogo', promovendo roteiros culturais e de ecoturismo nas cidades-sede, além de um guia de segurança para mulheres viajantes, visando garantir uma experiência segura e enriquecedora.
São Paulo - A Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027 deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira e abrir 73,7 mil postos de trabalho. A projeção integra o plano estratégico de promoção turística apresentado pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, nesta quarta-feira (4), durante a World Travel Market (WTM), em Londres.
Primeiro país sul-americano a sediar o torneio, o Brasil receberá 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além do impacto financeiro direto, o evento tem previsão de acrescentar R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), gerar R$ 4,5 bilhões em rendimentos, incluindo salários e lucros, e recolher R$ 928 milhões em tributos federais e estaduais.
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“Queremos fazer da paixão mundial pelo futebol um grande convite para vivenciar o Brasil. Queremos que o turista venha pela competição, mas encontre motivos para permanecer, descobrir outras regiões e, principalmente, voltar sempre”, afirmou o ministro.
'Brasil Além do Jogo' e cidades-sede
Para estender a permanência dos visitantes estrangeiros além das arenas esportivas, a Embratur lançou na feira internacional a campanha publicitária "Brasil Além do Jogo". O foco é promover roteiros culturais, gastronomia e ecoturismo nas oito capitais escolhidas como cidades-sede:
- Belo Horizonte (MG)
- Brasília (DF)
- Fortaleza (CE)
- Porto Alegre (RS)
- Recife (PE)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Salvador (BA)
- São Paulo (SP)
A ofensiva comercial abrange 12 mercados emissores prioritários: Argentina, Colômbia, Estados Unidos, México, Canadá, Alemanha, Espanha, França, Reino Unido, Portugal, Países Baixos e Austrália.
O plano publicitário contempla filmes promocionais, ações digitais e uma websérie centrada em histórias de mulheres que articulam futebol e território nacional.
Protagonismo feminino e segurança
O estímulo ao turismo internacional feminino inclui ações voltadas à segurança e infraestrutura para viajantes independentes. Entre as medidas centrais está o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, desenvolvido em parceria com a UNESCO.
Disponível em português, inglês e espanhol, o material reúne:
Planejamento e mobilidade: Orientações sobre transporte urbano, hospedagem credenciada e canais oficiais de apoio à mulher.
Capacitação do setor: Diretrizes para hotéis, bares, restaurantes e agências receptivas aprimorarem o acolhimento e a segurança das torcedoras.
A convergência entre esporte de alto rendimento, políticas de proteção ao turista e divulgação dos polos regionais consolida a estratégia brasileira para converter o fluxo do Mundial em receita perene para o setor de viagens.
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