Mais da metade das famílias raramente lê com suas crianças, aponta estudo
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São Paulo - Um estudo realizado em três estados do Brasil – Ceará, Pará e São Paulo – indicou que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças.
A pesquisa foi liderada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com parceria técnica do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ). Foram ouvidas 2.598 crianças de 5 anos matriculadas em 210 escolas, sendo que 80% públicas e o restante privadas.
Bartholo aponta um detalhe importante: mesmo que o Ambiente de Aprendizado em Casa tenha um papel vital no aprendizado, as crianças brasileiras alcançaram uma média de 502 pontos em literacia -- que mede o nível de compreensão da língua. Isto coloca o Brasil dois pontos acima da média internacional, de 500 pontos.
Para o especialista, o resultado provavelmente se deve a políticas públicas de educação bem aplicadas.
A diretora de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Marina Fragata, reforça a importância destas iniciativas.
Fragata lembra que o Brasil vive um cenário de vulnerabilidade, com muitas famílias lideradas por mães solo.
Para ela, o cenário da baixa leitura pode ser alterado com pequenas mudanças na rotina, mas estas mudanças devem ser acompanhadas por programas de Apoio à Parentalidade, e adequadas a cada contexto.
"Não se pode responsabilizar só um pai ou uma mãe. O Brasil precisa de orçamento para políticas que compartilhem a educação das crianças com toda a sociedade."
Os perigos das telas
O levantamento também mostra que 50% das crianças utilizam dispositivos digitais todos os dias. Fragata adiciona que, se o tempo de consumo é preocupante, a qualidade do que é consumido é ainda mais.
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Enquanto o levantamento mostra que apenas 19% das famílias utilizam os dispositivos para atividades educativas com frequência, a especialista foca na importância do Acesso Mediado – quando o uso da internet é feito em conjunto com os responsáveis.
"É muito importante não entregar o celular, mantendo o acesso ao mundo digital em algo feito em conjunto com a família; sempre mirando redução do tempo de tela."
Estagiário sob supervisão de Claudio Marques
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