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Assédio sexual atinge 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos, aponta IBGE

Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudantes do Colégio Pedro II no RJ protestam contra assédio sexual após caso de estupro coletivo envolvendo alunos - Fernando Frazão/Agência Brasil
Estudantes do Colégio Pedro II no RJ protestam contra assédio sexual após caso de estupro coletivo envolvendo alunos
Por Alexandre Barreto

25/03/2026 | 12h10

São Paulo - Em 2024, 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos relataram já ter sofrido assédio sexual alguma vez na vida, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento reúne dados de adolescentes que afirmaram ter sido tocados, manipulados, beijados ou expostos contra a própria vontade. Os dados mostram maior incidência entre meninas: do total, 26% das estudantes relataram esse tipo de violência, mais que o dobro do registrado entre meninos, com 10,9%.

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A pesquisa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, foi realizada em 2024 com estudantes de 13 a 17 anos, do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, em escolas públicas e privadas. 

Estudantes e trabalhadores do Colégio Pedro II protestam contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos.
Estudantes do Colégio Pedro II no RJ protestam contra assédio sexual - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A maioria dos entrevistados está na rede pública, que concentra 84,3% da amostra. No comparativo com a PeNSE 2019, houve aumento de 3,8 pontos percentuais no total de adolescentes que relataram assédio sexual.

Entre as meninas, o crescimento foi de 5,9 pontos percentuais. Entre estudantes da rede pública, a alta foi de 4,2 pontos percentuais.

O percentual também é maior entre adolescentes mais velhos: 20,9% dos jovens de 16 a 17 anos relataram já ter sofrido assédio. Na faixa de 13 a 15 anos, o índice foi de 17,1%.

A pesquisa também aponta que cerca de 1,1 milhão de adolescentes relataram já ter sofrido relação sexual forçada. Na maioria dos casos, a violência ocorreu até os 13 anos de idade.

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Início da vida sexual

O levantamento indica que os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais tarde. Em 2024, 30,4% dos estudantes afirmaram já ter tido relação sexual, contra 35,4% em 2019.

Entre os que já tiveram relação, 61,7% disseram ter usado preservativo na primeira vez. O dado indica que uma parcela significativa não utilizou proteção.

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A pesquisa também mostra que uma em cada três adolescentes sexualmente ativos já usou a pílula do dia seguinte. Entre as meninas, 121 mil relataram já ter engravidado, o equivalente a 7,3% das que iniciaram a vida sexual.

A maioria desses casos ocorreu entre estudantes da rede pública, totalizando 98,7%.

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