PF decide demitir Eduardo Bolsonaro; Ministério da Justiça dará palavra final
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
São Paulo - A Polícia Federal (PF) concluiu a análise do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que resultou na demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por abandono de cargo.
Desde que teve seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados, a PF havia determinado o retorno do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação, que ocupava antes de ser eleito. No entanto, Eduardo ignorou as decisões e desde fevereiro de 2025 permanece nos Estados Unidos , alegando sofrer perseguição no Brasil.
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A corporação concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suposto abandono de cargo e encaminhou o caso ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final, nesta terça-feira (21).
Premiado com Green Card
Eduardo Bolsonaro e sua família receberam o green card e passaram a ter acesso permanente a diversos direitos nos Estados Unidos. Com o visto de residente será possível trabalhar em qualquer emprego, utilizar serviços públicos e, caso preencham os requisitos legais, solicitar a cidadania americana no futuro.
Os residentes permanentes só não podem votar nas eleições federais americanas e também precisam evitar longos períodos fora dos EUA, sob risco de perderem esse status migratório.
A condenação
O visto americano foi concedido após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além do pagamento de 50 dias-multa.
O colegiado concluiu que o ex-deputado atuou junto a autoridades americanas para pressionar integrantes da Corte e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A cassação do mandato de Eduardo na Câmara dos Deputados ocorreu em dezembro de 2025, também por excesso de faltas.
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