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Falha no sistema do INSS resulta em vazamento de dados de beneficiários mortos

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

INSS afirma que problema afetou dados de beneficiários em abril passado - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
INSS afirma que problema afetou dados de beneficiários em abril passado
Por Broadcast e Marcel Naves

22/05/2026 | 10h18 ● Atualizado | 11h19

São Paulo - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou nesta quinta-feira, 21, que dados de aposentados foram expostos após uma falha na segurança do sistema digital do instituto. 

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Segundo o órgão , o incidente foi identificado no dia 22 de abril, e apontado pela Dataprev, empresa estatal de tecnologia que gerencia dados de milhões de pessoas.

Em nota, o INSS  afirmou que foram adotadas as devidas providências e que a maioria dos dados expostos eram de cidadãos falecidos

O órgão disse que enviou comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no prazo devido.

De acordo com informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito - menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev", afirmou o órgão em nota.

Com base nessas informações divulgadas pelo órgão, é possível estimar que o número total de CPFs acessados indevidamente ultrapasse 1,6 milhão de pessoas.

Considerando que 50 mil casos correspondem a menos de 3% do total de registros analisados, o universo de cidadãos potencialmente afetados ficaria em torno de 1,67 milhão, podendo ser ligeiramente maior à medida que os dados forem consolidados.

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O INSS destacou ainda que a concessão de benefícios exige uma série de documentos e etapas de comprovação. "Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos."

Dessa forma, qualquer concessão de benefício possui uma série de travas de segurança. O órgão informou ainda que tem reforçado seus controles internos "a fim de oferecer maior segurança a análise de seus benefícios".

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O INSS também esclareceu que não há risco de que os dados sejam utilizados de maneira ilícita. De acordo com a insituição uma série de documentos e etapas são exigidos para que seja aprovada, por exemplo, a concessão de um empréstimo consignado.

O INSS registrou um problema semelhante em 2024, que também deixou expostas as informações de milahres de aposentados aposentados.

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Veja a íntegra do comunicado

"O incidente foi identificado pela Dataprev no último dia 22 de abril, com as devidas providências adotada na mesma data. No momento que o INSS teve ciência, foi enviada comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no prazo devido.

De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos . A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev.

O INSS destaca que a concessão exige uma série de documentos e etapas de comprovação. Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos.

A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança a análise de seus benefícios."

(Com Mateus Maia)

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