27% dos brasileiros com mais de 60 anos dizem apostar em bets
27% dos brasileiros com mais de 60 anos dizem apostar em bets; percentual supera o registrado entre todas as outras faixas etárias, segundo pesquisa
Por Fabiana Holtz
16/09/2026 | 12h01 ● Atualizado | 12h02Adobe Stock
São Paulo - Pesquisa da Datafolha encomendada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) revela que 27% dos entrevistados acima de 60 anos diz participar de jogos e apostas online, superando todas as outras faixas etárias.
Entre o público de 45 a 59 anos esse índice de participação em apostas e jogos online cai para 24%, e entre os de 35 a 44 anos está em 21%. Já entre os mais jovens, de 25 a 34 anos, essa taxa de participação ficou em 16%.
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Se considerada todas as faixas etárias, um quinto (21%) dos brasileiros assume que costuma participar de jogos de azar ou apostas online, de acordo com o levantamento "Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento", divulgada nesta terça-feira.
O hábito de jogar se mostra maior entre os homens (28%) do que entre mulheres (15%), e nas classes AB (26%) ante as classes C (22%) e D/E (17%).
Outra descoberta do estudo é que 77% dos entrevistados que não têm seguro de vida e gastam com jogos ou apostas afirmaram não considerar esse gasto mais importante do que contratar um seguro. Entretanto, 23% ainda atribui maior importância aos jogos e apostas.
"Vivemos uma época em que o endividamento das famílias está próximo de níveis estratosféricos. Ao lado disso, temos uma doença nacional chamada bet, que é uma coisa que consome capital das famílias que não têm nem capacidade de planejar", alertou Ricardo Iglesias Teixeira, diretor estatutário da Fenaprevi e CEO da Centauro Vida e Previdência, ao comentar a pesquisa durante o XII Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada.
De acordo com dados do Ministério da Fazenda, cerca de 25 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma aposta em 2025, movimentando R$ 220 bilhões.
Metodologia
Para a pesquisa foram ouvidas 1.908 pessoas com 18 anos ou mais de todas as regiões do País entre 8 e 16 de junho. No recorte por classe social, desse universo 49% são da classe C e 28% das classes D/E.
Por região, 41% dos entrevistados são da região Sudeste, 29% do Nordeste, 14% da região Sul, 8% do Centro-Oeste e 8% do Norte.
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