Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Belo Horizonte é a capital com mais devedores, mostra pesquisa

Adobe Stock

Na capital mineira, 65% das famílias tinham alguma conta vencida no começo deste ano - Adobe Stock
Na capital mineira, 65% das famílias tinham alguma conta vencida no começo deste ano
Por Broadcast

20/05/2026 | 18h46

São Paulo - A capital das Minas Gerais, Belo Horizonte, é a mais inadimplente do País, aponta a Radiografia do Endividamento de 2026, estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No começo deste ano, seis em cada dez famílias da cidade (65%) tinham uma conta vencida. E o indicador aumenta a cada ano. No fim de 2023, mostra o estudo, a porcentagem de famílias nessas condições era de 50%. Um ano depois, foi para 55% e, agora, subiu 10 pontos porcentuais de uma só vez.

Leia também: Novo Desenrola já renegociou quase R$ 1 bilhão até agora, diz governo

ad banner

Na contramão de BH está a capital paraibana, João Pessoa, onde apenas 15% das famílias tinham pelo menos uma conta em atraso. A Radiografia do Endividamento da FecomercioSP deixa patente a disparidade entre as capitais. Em Teresina, capital do Piauí, por exemplo, 40% das famílias tinham contas em atraso na época do levantamento.

Renda comprometida

O comprometimento da renda para pagar dívidas, outro corte importante da pesquisa, mostra que, na média do País, 30% da renda das famílias são destinadas a pagamento de dívidas, não necessariamente em atraso.

Leia também: Consignado do INSS agora exige biometria facial e tem prazo maior; entenda

“A taxa repete-se pelo menos desde 2023. Se não é um número totalmente preocupante, algumas capitais convivem com situações mais críticas. É o caso de Teresina (PI), onde quase a metade (42,4%) dos rendimentos mensais dos lares é destinada ao pagamento de dívidas. Em Natal (RN), essa taxa é de 35,6%, e em Macapá (AP), de 35,5%”, dizem os organizadores do estudo.

No Distrito Federal (DF), 22% dos rendimentos das famílias são destinados para dívidas. O ranking ainda tem Goiânia (26%) e Palmas (TO) e Aracaju (SE), com 27%, já próximas da média.

Leia também: Desenrola deve ter medidas para quem ganha mais de 5 salários mínimos

Essas diferenças também podem ser notadas no valor absoluto das dívidas familiares das capitais. Nesse sentido, Florianópolis (SC) é onde esse montante é mais alto: R$ 6,4 mil por mês, o que é suavizado pelo fato de a cidade ter a segunda maior renda média familiar entre as capitais.

Não é o que acontece em Belo Horizonte, porém, cujas dívidas chegam a quase R$ 5 mil mensais e a renda média é de R$ 8,2 mil. Segundo a análise da FecomercioSP, essa pressão sobre a renda é um risco significativo de inadimplência, uma vez que, nesse cenário de mais instabilidade, dificilmente as famílias conseguem manter as contas em dia.

Leia também: Endividamento em São Paulo sobe a 72,9% das famílias, segundo a Fecomercio

Pressão sobre consumo

Assim, as consequências atingem do consumo mais essencial até itens de segunda necessidade. Diante dos dados, a FecomercioSP entende ser importante fortalecer as políticas de educação financeira da população, conscientizando as famílias sobre os usos do crédito e quanto à organização mais adequada do orçamento doméstico.

O cenário de endividamento - e inadimplência, sobretudo - é prejudicial para o consumo e, de certa forma, para a economia do Brasil. Evitar a deterioração desse quadro é essencial, avaliam os técnicos da entidade.

A Fecomercio ressalta que a porcentagem de famílias com dívidas voltou a subir: era de 78% em 2023 no País, foi para 76% em 2024 e, agora chegou a oito em cada dez lares (80%). Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Vitória (ES) e o Rio de Janeiro (RJ) apresentam as situações mais críticas. 

Na contramão, estão capitais bastante diferentes entre si, como Macapá (AP) e São Paulo (SP), ambas com 69% de famílias endividadas. Enquanto a primeira é uma cidade de menor porte, com aproximadamente 500 mil habitantes, a outra é a maior metrópole do País e da América do Sul. Esse ranking tem ainda Campo Grande (MS) e Belém (PA), com 70% de endividamento, e Florianópolis (73%).

(Por Francisco Carlos de Assis)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias