Captação da previdência privada aberta cai 1,8% no semestre e soma R$ 6,4 bi
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São Paulo – A captação em planos de previdência privada aberta caiu 1,8% nos seis primeiros meses em relação ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 6,4 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).
A previdência privada complementar aberta é oferecida por bancos ou seguradoras e pode ser contratada por qualquer interessado, sendo o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) os principais exemplos deste segmento.
Entre janeiro e junho, os planos de previdência privada aberta captaram R$ 77,4 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 71 bilhões. Importante recordar que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes acima de R$ 600 mil anuais na modalidade VGBL - que entrou em vigor em 11 de junho do ano passado, reduzindo novos aportes.
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Segundo dados da Fenaprevi, os ativos administrados nos planos de previdência cresceram 13,1% na mesma base de comparação, somando R$ 1,9 trilhão. O montante é equivalente a 14% do PIB do Brasil.
A Federação estima que ao todo o setor deixará de captar R$ 130 bilhões em razão da taxação anunciada pelo governo no ano passado, considerando o número projetado antes do IOF. Para o presidente da entidade, Edson Franco, a medida teve um efeito contrário ao esperado e vai na contramão do que o país necessita.
VGBL segue na liderança
No mês de junho, o país registrava 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país, sendo 8,6 milhões do tipo VGBL e 3,2 milhões de PGBL. O restante (13,7%) se referem aos Tradicionais (soma dos produtos Tradicionais de Risco, Acumulação e FAPI)
No primeiro semestre, os planos VGBL receberam R$ 69,6 bilhões em aportes, revelando queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os aportes em planos do tipo PGBL somaram R$ 6,4 bilhões.
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