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Cartão de crédito: juro médio do rotativo sobe a 442,4% ao ano em junho

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Enquanto isso, o endividamento das famílias brasileiras segue próximo do pico da série histórica, em 49,8% - Envato
Enquanto isso, o endividamento das famílias brasileiras segue próximo do pico da série histórica, em 49,8%
Por Broadcast

30/07/2026 | 10h14

Brasília - O juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito cresceu de 439,8% em maio (revisado, de 439,9%) para 442,4% em junho, informou nesta manhã o Banco Central (BC). O rotativo é uma linha de financiamento automática que passa a reger a dívida quando você não paga o valor total da fatura do cartão de crédito até o vencimento.

A taxa do parcelado subiu de 189,6% para 191,4%. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, o juro médio aumentou de 96,6% para 97,4%.

O Congresso definiu em lei que os juros do rotativo e do parcelado não poderiam ultrapassar 100% do principal da dívida. O teto para os juros e encargos da modalidade passou a valer em janeiro de 2024.

As taxas apresentadas pelo BC podem sugerir que os bancos estejam descumprindo a lei, mas o que acontece é apenas um registro estatístico. Para chegar às taxas anuais, a autoridade monetária extrapola o juro cobrado ao mês pela instituição financeira para o ano. Essa taxa nem sempre é efetivada, já que os consumidores normalmente ficam "pendurados" no cartão por apenas dias ou semanas.

O BC não pretende descontinuar essa série histórica, que serve como referência para mostrar a velocidade de aumento ou redução dos juros e também é um dos componentes para se chegar à taxa cobrada pelo sistema como um todo.

Endividamento das famílias 

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro se manteve estável em 49,8% no mês de maio, próximo do pico da série registrado em abril e março (de 49,9%), de acordo com o BC. 

Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 31,2% em abril (revisado, de 31,1%) para 31,1% em maio de 2026.

O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu de 28,4% (revisado, de 28,2%) para 28,5%. Sem contar os empréstimos imobiliários, passou de 26,1% (revisado, de 25,9%) para 26,2%.

(Por Marianna Gualter e Cícero Cotrim)

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