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Como economizar? Aprenda a cortar pequenos gastos 'invisíveis' do cotidiano

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Fazer o mapeamento de suas finanças é o primeiro passo para identificar as despesas 'invisíveis' - Adobe Stock
Fazer o mapeamento de suas finanças é o primeiro passo para identificar as despesas 'invisíveis'
Por Fabiana Holtz

25/06/2026 | 09h28

São Paulo - Gastar mais do que ganha é um eterno dilema. Aquela mania de associar consumo a recompensa não compensa. Esse comportamento acaba levando a compras por impulso e endividamento, além da dificuldade em poupar. Para começar, olhar pequenas despesas do cotidiano, os chamados gastos invisíveis, podem dar uma pista.

Normalmente as pessoas têm até uma ideia de quanto ganham, mas não sabem o quanto gastam. "O primeiro grande desafio está em saber o quanto você gasta. Para onde o dinheiro vai? Foi gasto com o quê?", questiona Leandro Trajano, administrador, planejador e educador financeiro, autor de diversos livros sobre investimentos e finanças.

Não existe um número mágico, mas ele acredita que é bem possível conseguir reduzir de 5% a 10%, quem sabe até 15% do orçamento com a adoção de algumas medidas básicas. 

porquinho de louça segura peças de um jogo sendo derrubadas

A digitalização da economia, com o uso cada vez menor do dinheiro vivo, torna perigosamente imediato o intervalo entre a escolha do produto e a decisão de compra. Hoje temos tudo (do banco ao e-commerce de qualquer tipo de produto ou serviço) concentrado em um único aparelho: o celular.

Nesse contexto, saber o quanto se tem no banco e qual o orçamento reservado para uma compra de última hora é fundamental para controlar os impulsos quando pisca um objeto de desejo na tela do seu celular. A seguir algumas dicas:

1. Saiba quanto e no que você gasta

Leandro Trajano ensina que fazer um mapeamento das despesas é importante. Com isso, se pode fazer mais ajustes, renegociar, cortar, abandonar determinadas despesas e, claro, observar melhor as despesas ocultas.

Muito provavelmente você vai encontrar no meio do caminho aquela mensalidade de academia que você não frequentou nos últimos seis meses, uma assinatura de streaming que nem lembrava que tinha ou aquele aplicativo que você baixou por um mês grátis e já está na quarta mensalidade e você nem tinha se dado conta.

No curso online gratuito da B3 Educação lançado neste mês, "Elas bancam", a recomendação da apresentadora e escritora Gabriela Prioli, e da vice-presidente da B3, Ana Buchaim, para sair do vermelho é clara: avalie seus gastos e planeje uma rotina financeira.

"Dinheiro sem destino vira apenas fonte de consumo", afirma a dupla. Comece analisando seus extratos bancários e do cartão de crédito dos últimos três meses. E tenha claro ao traçar seus planos que toda escolha envolve uma renúncia.

2. Separe gastos essenciais

O que cabe na sua renda? Essa é a pergunta que é preciso fazer ao analisar suas despesas. Os especialistas em finanças pessoais defendem que é possível conseguir bons resultados com micro ajustes sustentáveis.

O primeiro deles é entender dentro do seu orçamento do mês o gasto que foi motivado por desejo e o que é de fato uma necessidade. O segredo é saber separar os gastos que sustentam sua vida dos gastos que trazem conforto e dos que simplesmente escapam no automático. 

No curso da B3 Educação as especialistas também sugerem a criação de uma planilha de gastos em categorias, começando pelas despesas fixas essenciais e recorrentes, como aluguel, condomínio, plano de saúde, escola.

Outro grupo é o de despesas variáveis essenciais, como mercado, farmácia, combustível. Como estes valores oscilam, oferecem uma maior margem para ajustes. A meta aqui não é cortar gastos essenciais, mas sim torná-los mais eficientes, evitando desperdícios.

3. Identifique e reduza os gastos silenciosos

Preste especial atenção nas despesas fixas não essenciais, pois aqui costumam estar os gastos silenciosos que passam despercebidos. São aquelas parcelas de streaming, o clube do vinho que você esqueceu de cancelar ou aquela assinatura de aplicativo que nem lembrava que tinha feito.

A pergunta que você precisa fazer aqui é: se eu não tivesse esse serviço hoje eu o contrataria? Se a resposta é não, cancele.

  •  Sempre espere 24 horas antes de comprar algo que você não considera essencial.
  • Evite seguir determinados perfis em redes sociais, plataformas e aplicativos que incentivam o consumo.
  • Reavalie sua rotina alimentar - cozinhar em casa pode ter impacto inclusive na sua saúde.
  • Renegocie contratos e busque desconto - internet, telefone, academia.
  •  Comece com pouco, mas crie o bom hábito de guardar dinheiro. 

4. Defina um limite para o lazer

O ponto principal aqui é estabelecer limites com consciência ao planejar seus gastos com viagens, idas a restaurantes, compra de roupas e salão de beleza, por exemplo.

Crie um teto de gastos semanal para lazer, delivery ou compras. Ao definir esse teto para o lazer e o autocuidado, tais gastos deixam de ser uma fonte de culpa e passam a ser uma despesa planejada. 

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