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Concessões do consignado privado despencam 22,8% em maio, segundo BC

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Apesar da queda no ritmo de concessões, saldo do consignado privado cresceu 4,8% em maio - Adobe Stock
Apesar da queda no ritmo de concessões, saldo do consignado privado cresceu 4,8% em maio
Por Broadcast

01/07/2026 | 09h55

Brasília - As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado despencaram 22,8% em maio, na comparação com abril, informou o Banco Central nesta quarta-feira. É a segunda queda expressiva consecutiva, após uma baixa de 8,4% na passagem de março para abril.

Em valores nominais, as concessões do crédito consignado privado recuaram para R$ 7,678 bilhões em maio, ante 9,952 bilhões em abril. No pico da série, em março, elas atingiram R$ 10,864 bilhões.

Apesar da baixa no ritmo de novas concessões, o saldo da modalidade cresceu 4,8% em maio, na comparação com abril, para R$ 109,202 bilhões. Em 12 meses, o estoque do crédito consignado privado cresce 140,3%. Os números refletem principalmente o comportamento do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março de 2025.

A taxa média de juros do consignado privado caiu de 56,1% em abril (revisado, de 56,3%) para 54,1% em maio. O governo esperava uma queda gradual nessas taxas desde o lançamento do programa, que não se confirmou.

Juros de 1,99%

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo dobrou o volume de recursos de crédito consignado privado (conhecido como "crédito do trabalhador") de 2025 para 2026. Durigan disse que a partir de agora essa modalidade passará a ter um limite de juros de 1,99% ao mês.

O ministro da Fazenda também falou que os trabalhadores formais poderão usar o FGTS como garantia na contratação de crédito consignado privado (programa que ficou conhecido como Crédito do Trabalhador). A garantia do FGTS será de 50% da operação de crédito nos casos contratados junto aos bancos, enquanto o contratado via Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) será de 100%.

Segundo o ministro, o trabalhador precisa de uma taxa de juros "mais decente", que caiba no bolso das famílias. "O FGTS entra como garantia, porque o trabalhador pode acessar o canal do banco e dar garantia do FGTS, fazendo com que FGTS garanta 50% da operação de crédito."

(Por Marianna Gualter e Cícero Cotrim)

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