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Pesquisa mostra brasileiro mais otimista com finanças e cauteloso com juros

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Pesquisa da Ipsos aponta que 35% dos brasileiros afirmaram estar em situação financeira “difícil/muito difícil” - Envato
Pesquisa da Ipsos aponta que 35% dos brasileiros afirmaram estar em situação financeira “difícil/muito difícil”
Fabiana Holtz
Por Fabiana Holtz fabiana.holtz@viva.com.br

Publicado em 25/11/2025, às 12h00

São Paulo, 25/11/2025 - Estudo global sobre a percepção financeira da população em meio a um cenário de múltiplas crises (econômicas, sociais e climáticas), realizado pela Ipsos em 30 países, encontrou um ambiente de contrastes no Brasil. O resultado mescla um otimismo crescente do brasileiro com relação às finanças pessoais e cautela relacionada ao cenário para juros e impostos.
Segundo a sétima edição do “Monitor do Custo de Vida 2025”, 35% dos brasileiros afirmaram estar em situação financeira “difícil/muito difícil”. O resultado ficou acima da média global de 27%. Outros 8% afirmaram viver confortavelmente, 26% dizem estar ok e 28% dizem “estar se virando como podem”. 
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Mesmo diante de uma situação financeira difícil, 35% dos entrevistados no Brasil também acreditam que sua renda vai aumentar no próximo ano. O otimismo aqui novamente supera a média mundial, que é de 29% e coloca o país entre os oito mais otimistas do ranking. 
Ao responderem sobre padrão de vida, 39% dos brasileiros também esperam por uma melhora, contra 30% da média global. Em resumo, os brasileiros apresentam uma das visões mais otimistas sobre o futuro financeiro, mas continuam de olho em fatores como inflação, juros e carga tributária.

Recessão, juros e tributos

A preocupação com o cenário econômico segue no radar dos brasileiros, aponta a pesquisa, dado que 36% dizem acreditar que o país está em recessão e 68% preveem pagar mais impostos nos próximos meses, 11 pontos acima da média global. 
No âmbito da política monetária, 66% dos brasileiros estimam alta das taxas de juros, o segundo maior índice entre os países pesquisados, atrás apenas da África do Sul (70%). Com relação à inflação, 65% esperam por uma alta, percentual um pouco abaixo da média global de 68%.
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Para 79% dos brasileiros, o juro alto é o principal responsável pelo encarecimento do custo de vida, seguido pelo estado da economia global (73%) e pelas políticas do governo (72%). 
Para Marcos Calliari, CEO da Ipsos Brasil, a pesquisa mostra que o brasileiro vive uma espécie de descompasso entre sua experiência diária e suas expectativas. "O resultado é um país que reconhece a pressão do agora, mas enxerga espaço para avançar no médio prazo”, analisa.
No âmbito global, a Holanda apresentou o maior índice de pessoas que declaram viver confortavelmente (26%), seguida pela Suécia (23%) e Reino Unido (16%). No outro extremo, na Argentina 57% declararam estar em situação financeira “difícil/muito difícil”.

Base da pesquisa

Para a pesquisa, foram entrevistados 23.772 adultos entre 22 de agosto a 5 de setembro de 2025. A amostra incluiu aproximadamente 1.000 indivíduos em cada um dos países Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Indonésia, Itália, Japão, Espanha, Turquia e Estados Unidos, e 500 indivíduos na Argentina, Chile, Colômbia, Hungria, Irlanda, Malásia, México, Países Baixos, Peru, Polônia, Romênia, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Suécia e Tailândia. A amostra na Índia consistiu em aproximadamente 2.200 indivíduos, dos quais cerca de 1.800 foram entrevistados presencialmente e 400 online. Para o Brasil a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

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