Taxa de desemprego fica em 5,4% no trimestre até junho; em linha com esperado
Adobe Stock
Rio - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio em linha com a mediana das estimativas encontrada em pesquisa Projeções Broadcast, após 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio. As expectativas eram de 5,3% a 5,6%. Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 5,8%.
Foi a menor taxa de desemprego no período, acompanhada pelo maior número de pessoas com carteira assinada dentro da série histórica iniciada em 2012, de 39,4 milhões de pessoas, destaca o IBGE.
Leia também
Já na comparação com o trimestre anterior houve queda de 10,9% no desemprego , devido ao aumento das contratações e do nível de ocupação, como explicou o analista da pesquisa William Kratochwill.
A redução na taxa de desocupação reflete uma absorção efetiva da mão de obra disponível pelo mercado”, diz.
“Embora grande parte do aumento da ocupação tenha vindo da população que estava desocupada, esse movimento não explica a totalidade do saldo de 1,1 milhão de novas ocupações. O restante desse contingente provém da população fora da força de trabalho, que apresentou uma redução de mais de 600 mil pessoas, as quais passaram a integrar a força de trabalho”, explica.
A população em idade de trabalhar (14 anos ou mais) cresceu em 319 mil pessoas, totalizando 175,4 milhões. Esse contingente se divide entre pessoas dentro e fora da força de trabalho. A força de trabalho reuniu 108,9 milhões de pessoas, um aumento de 363 mil em relação ao trimestre anterior. Já a população fora da força de trabalho, apontada como 37,9% do total em idade de trabalhar, permaneceu estável na comparação trimestral.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a população em idade de trabalhar avançou 0,8% (mais 1,3 milhão), a população ocupada aumentou 0,7% (mais 742 mil) e a desocupada recuou 6,3% (menos 392 mil); fora da força de trabalho, houve alta de 1,5%, equivalente a quase 1 milhão de pessoas a mais.
Renda média teve aumento
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.738,00 no trimestre encerrado em junho. O resultado representa alta de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 380,3 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 3,6% ante igual período do ano passado.
(Por Gabriela da Cunha)
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.