Quatro dicas para quem quer morar em outro país aos 60+, por Beia Carvalho
Acervo pessoal
São Paulo - Autora do livro "#FUI – Morar Sozinha na Europa aos 69 anos", que vai ser lançado nesta sexta-feira (14), no MaturiFest, em São Paulo, a futurista e palestrante Beia Carvalho, de 72 anos, se organizou durante dois anos para se mudar sozinha para Lisboa, em Portugal.
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Por mais que tenha feito muitas viagens ou mesmo passado alguns períodos maiores longe do Brasil, Beia nunca tinha tido uma experiência semelhante na vida: fixar residência em outro país.
Ela fez essa mudança aos 69 anos de idade, deixando no Brasil filhos, netos e a mãe — hoje com 92 anos e que a apoio nesse projeto — e sem planos de voltar para cá.
A pedido do VIVA, Beia Carvalho dá quatro dicas de ouro para quem tem mais de 60 anos e tem o sonho de viver em outro país.
1. Pesquise a fundo sobre o local
Antes de arrumar as malas, o passo fundamental é mergulhar na realidade do novo destino com ajuda de quem vive o dia a dia da região. Vale conversar com amigos, conhecidos ou contatos indicados para entender custos e dinâmicas locais. A autora destaca a generosidade das pessoas nesse processo:
"As pessoas têm o maior prazer em ajudar. Elas compartilham suas planilhas de gastos, dizem quanto pagam com celular, faxineira. Vá a fundo. Muitas vezes, nessa pesquisa, você pode mudar de ideia sobre a cidade escolhida ou mesmo o país."
2. Pratique o desapego
Mudar de país exige um desapego radical. Guardar pertences em depósitos costuma ser um erro; o melhor caminho é doar, vender ou presentear familiares e amigos com seus pertences. Além de simplificar a mudança, isso ressignifica suas memórias afetivas:
"Eu vim com duas malas para Lisboa e deixei duas no Brasil, mesmo me desfazendo de muita coisa. Essa é a dica de ouro. Hoje vou à casa dos meus filhos e vejo um com a minha mesa, outro com a louça, meu neto adora o sofá que herdou."
3. Tenha uma reserva financeira
A segurança financeira é o pilar que garante estabilidade na fase de transição e protege contra imprevistos — como atrasos em rendimentos ou emergências. A recomendação é economizar antes da mudança e fazer uma reserva:
"Vá com, no mínimo, um ano e meio de reserva de dinheiro. Se não entrar o aluguel que você esperava ou se acontecer alguma coisa, você tem um ano e meio de dinheiro para viver."
4. Contrate um bom seguro-saúde
Mesmo em locais com bons sistemas públicos de saúde, contar com uma cobertura privada é essencial, especialmente para pessoas mais velhas. A proteção traz autonomia e tranquilidade para o cotidiano vivendo em outro país.
"Acho importante ter um seguro-saúde. Principalmente no meu caso, que sou uma pessoa sozinha. Tenho uma proteção muito boa. Ele vale quando viajo pela Europa, o que é fundamental, principalmente se você corta esse vínculo com o Brasil."
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