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APURAÇÃO DO 2º TURNO PARA PRESIDENTE
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Fonte: TSE
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Sobre a coluna

Conselheira de empresas e mentora de startups. Ex-CEO da SAP para América Latina, também ocupou cargos C-level em empresas como Philips, HP e Microsoft. É maratonista desde 2003.


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Longevidade na prática da corrida: chegar mais longe, mas por quê?

A colunista Cristina Palmaka conta como a prática da corrida contribui para seu equilíbrio mental e atua como um dos pilares da longevidade

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Cuidados com atividade física são arsenal para prolongar tempo de vida saudável - Adobe Stock
Cuidados com atividade física são arsenal para prolongar tempo de vida saudável
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Estilos de vida que promovem um envelhecimento saudável incluem exercícios físicos, boa alimentação, sono adequado e vínculos sociais, com a prática de atividades físicas sendo um elemento central na busca por equilíbrio mental e emocional.

Cris Palmaka, ex-CEO de multinacionais de tecnologia, conta que os exercícios físicos e, principalmente a corrida, sempre foram aliados ao longo de todos estes anos para alcançar equilíbrio mental.

São Paulo - A medicina está aprendendo a enxergar um problema de saúde antes de ele aparecer. Para quem, como eu, passou a vida em tecnologia, é fascinante. Mas, quanto mais os dados avançam, mais me pergunto o que eles não conseguem medir, especialmente quando se fala sobre longevidade.

Envelhecer bem, para mim, é chegar mais longe com saúde física e mental. Esse tema tem estado ainda mais presente nas minhas leituras e nas conversas com amigos, colegas e com a minha família, desde que passei a pensar com mais atenção na vida depois do mundo corporativo.

No ano passado, depois de 40 anos de carreira executiva, parti para uma nova fase da vida profissional, em que atuo como conselheira de grandes corporações e mentora de startups.

Longevidade, este assunto tão na moda, é um conceito amplo e pessoal. Cada um vai traçar o que mais se alinha com seu estilo de vida, valores e até crenças. Para um praticante de zen budismo, por exemplo, não importa a duração, e sim viver plenamente no momento presente, libertando-se da ansiedade de lutar contra a impermanência.

casal correndo juntos na linha de chegada de maratona
Cristina Palmaka e o marido Luís na linha de chegada da maratona de Montreal 2026 - Acervo pessoal

Independentemente da visão filosófica ou espiritual de cada um, há consenso em torno do estilo de vida que favorece o bem envelhecer. A listinha passa invariavelmente por exercício físico, boa alimentação, sono, vínculo social e cuidados preventivos com a saúde.

De todos os itens acima, sempre estive muito envolvida com os exercícios físicos. No início, era o futebol na infância, com meus dois irmãos, quando a Marta nem era nascida. Tínhamos um time com camiseta e tudo, eu jogava no ataque, de igual pra igual com os meninos da rua. Quando entrei na adolescência, me apaixonei por vôlei e basquete, e a altura privilegiada ajudou a me destacar nas competições.

Paixão pela corrida

A corrida veio na entrada da maturidade. Não foi algo pelo qual me interessei de cara. Confesso que achava chato no início, mas logo percebi que seria uma prática que eu poderia encaixar na minha agenda atribulada, entre trabalho, viagens e maiores responsabilidades que a subida na carreira trouxe a rebote, buscando o equilíbrio com a maternidade e a família.

Com o tempo, a obrigação virou prazer e motivação (com esforço, claro). Mais: virou realmente um estilo de vida, que compartilho com o marido.

Recentemente incorporei a musculação na minha rotina, reforçando o arsenal de cuidados visando prolongar o tempo de vida saudável.

Em cada fase da minha vida, o exercício teve uma forma, um objetivo. Mas, olhando pra trás, vejo que não incluí atividade física na rotina pensando em longevidade ou em vida saudável.

Meu foco principal sempre foi buscar o equilíbrio mental e emocional. Agora entendo melhor que os exercícios sempre foram meus melhores aliados ao longo de todos estes anos para alcançar este equilíbrio.

Avanços da medicina

Atuando como mentora de uma startup de saúde, acompanho de perto os avanços da inovação neste setor e como o controle de riscos tem se beneficiado da tecnologia para uma medicina cada vez mais preditiva e personalizada.

Fico bem entusiasmada com o fato de que muitas destas descobertas serão preventivamente usadas a nosso favor. Mas eu acredito que a base para um envelhecimento com saúde tem mais a ver com a forma com que cada um de nós encontra para conduzir a própria vida, onde estão nossas motivações, onde nos conectamos com o nosso próprio EU.

Ou seja, exercício físico e dieta balanceada só para cumprir tabela, na minha visão, não nos levam ao real bem-estar duradouro. 

Dicas de livros

Pensei nisso após devorar o livro “Super Agers: O segredo da longevidade saudável”, do médico e pesquisador Eric Topol - o original foi lançado em 2025, mas desde o início deste ano já tem a versão em português.  

Em 2015, ele havia escrito uma obra que é referência sobre a grande mudança pela qual a medicina passaria nos últimos anos: “The Patient Will See You Now”, uma inversão da frase “O médico vai vê-lo agora”, que os pacientes ouvem nos hospitais e consultórios, ilustrando essa ideia de mudança do foco e do poder.

Ele partia da tese de que a medicina começava seu “momento Gutenberg” com a evolução tecnológica e a democratização dos dados. Com isso, o paciente deveria ocupar o centro do controle de sua saúde e o foco deveria sair da doença para a prevenção.

Em “Super Agers”, Topol trata especificamente dos avanços da pesquisa para ajudar as pessoas a preservarem a saúde no envelhecimento. Se no primeiro livro ele fala em pacientes que são sujeitos do processo de cuidado com mais acesso aos dados, aqui a tecnologia vem para prever os riscos e agir precocemente. Ah, importante citar que em 2024 ele já havia lançado um livro com o título: “Deep Medicine: Como a Inteligência Artificial Pode Reumanizar os Cuidados de Saúde”, também disponível em português.

Suas pesquisas reforçam a ideia de que a tecnologia e a IA não irão substituir os médicos, mas são um grande aliado neste processo de buscar a melhor qualidade ao longo da vida.

Por fim, fora da tabela, eu incluiria o tal "propósito". Talvez a palavra esteja mais desgastada que meus joelhos (e eu corri 18 maratonas, hehe!). Mas é a melhor maneira de exprimir um ponto essencial na longevidade com qualidade.

Eu tenho plena convicção de que o sentimento de que somos úteis, de que não viemos nessa vida a passeio faz toda a diferença, principalmente com o avançar do tempo.

E você, o que o move para chegar mais longe (além de seguir os cuidados básicos)?

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