Assembleia que define greve no Metrô acontece nesta terça
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São Paulo - Os trabalhadores do Metrô de São Paulo realizam assembleia nesta terça-feira, às 18h30, para decidir sobre a paralisação das atividades. A reunião será na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na Rua Padre Adelino, 700, no bairro do Belém, zona leste da capital. Caso aprovada, a greve está prevista para começar nesta quarta-feira, 13, às 0h.
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A paralisação atinge as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Já as linhas privadas 4-Amarela e 5-Lilás devem funcionar normalmente.
A assembleia deve definir os rumos da mobilização da categoria, que cobra avanços nas negociações com o governo estadual e a direção da companhia. Entre as principais reivindicações estão:
- Realização de concursos públicos (não são feitos desde 2019);
- Mudanças no plano de saúde;
- Negociação da Participação nos Resultados de 2026;
- Revisão do plano de carreira.
Segundo o sindicato, o sistema opera com redução no número de funcionários em comparação aos últimos dez anos. A entidade afirma que a diminuição do quadro tem impacto nas condições de trabalho e no funcionamento do serviço.
Dados do Sindicato dos Metroviários mostram que, em 10 anos, o número de funcionários caiu 26,5%: eram 9.493 em 2014 e 6.979 em 2024.
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Os trabalhadores estão preocupados com a ampliação da terceirização em setores do metrô e possíveis mudanças no plano de saúde, como aumento nos descontos em folha e elevação de custos em procedimentos médicos.
"Essa política adoece os metroviários e tem impacto no nosso plano de saúde, que está com rombo por causa da redução drástica da quantidade de funcionários. E agora, eles querem cobrir o rombo com o nosso bolso: querem dobrar o desconto do plano do nosso salário e cobrar dez vezes mais caro por itens como internação", pontuou o sindicato em comunicado.
O sindicato informou que a paralisação ainda pode ser evitada, caso haja avanço nas negociações. "A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e atenderem às demandas da categoria", destacou.
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A entidade também defende a proposta de liberação das catracas durante uma eventual paralisação, com funcionamento do sistema sem cobrança de tarifa, mediante autorização do governo estadual. "Se o governador topar liberar a catraca, a categoria trabalha e garante o funcionamento do Metrô", escreveu.
A assembleia é aberta à categoria e também poderá ser acompanhada por transmissão online no YouTube.
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