Longevidade: atrizes revelam como se mantêm ativas depois dos 70 anos
Foto: Manuela França
São Paulo - “Envelhecer dá trabalho”, admite a atriz Lucinha Lins, de 73 anos. Parceira de profissão, Tânia Alves, de 76, concorda e continua: “Com 30 ou 40 anos eu não era tão feliz, segura e livre quanto hoje”. As duas atrizes se mantêm ativas nos palcos, nas telas e principalmente na vida.
A dupla falou sobre longevidade no Fórum de Turismo 60+ nesta terça-feira, 12. Com a idade, mudaram suas perspectivas sobre carreira e cuidados.
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Com os cabelos brancos, Tânia contou que ficou com receio de não receber mais convites para filmes e televisão.
Ao contrário do que imaginava, fez três séries e sete filmes depois de assumir o cabelo. Fugiu do estereótipo de velha e deu vida à vilãs, cenas de ação e até chefe do tráfico.
Lucinha falou sobre como os papéis mudaram com a idade: “É óbvio que não vou fazer mais a mocinha protagonista, mas posso fazer a mãe e a avó. Acho que temos que nos enxergar diante do grande público e ter consciência das oportunidades”, disse. A atriz conta que, agora, tem mais certeza do que não quer fazer.
Ter que cuidar de mim me deu certo mau humor, mas foi uma descoberta maravilhosa saber quem eu sou e os lugares que ainda posso ocupar”, disse Lucinha.
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Como manter uma vida engajada após os 60
Para Tânia, quando se pensa em longevidade é importante pensar em qualidade de vida e, neste sentido, não tem como fugir do binômio: nutrição e atividade física. Ela defende que é muito importante começar a se preparar o quanto antes para a velhice.
“Feliz de quem se prepara desde criança, que tem os pais conscientes... tem que se prevenir, principalmente a mulher, porque depois da menopausa é uma curva descendente. O corpo é um computador maravilhoso, é só organizar. Quando perguntam o que eu faço para manter a pele e o corpinho eu digo: me perguntem o que eu deixei de fazer. Tem que se preparar para viver bem. Eu quero viver muito”, afirmou.
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A pressão não diminuiu com a experiência: “Eu me sinto na obrigação de estar sempre pronta, meu corpo e minha voz precisam estar sempre preparados”, revelou Tânia. Fisicamente, disse que não sente necessidade de cuidados especiais por conta da vida saudável que leva.
As pessoas precisam de orientação sobre como viver, porque a outra opção é morrer e eu não quero. Longevidade requer qualidade”, disse Tânia.
Lucinha destacou a importância de manter a mente ativa para se adaptar às novidades do mundo: “Temos que ser cuidadosos e estar mais atentos ao que existe à nossa volta. [...] Não é após o 60, é a vida inteira. Nós estamos vivos e temos obrigação de saber sobre o mundo”, disse Lucinha.
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