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Aviões ficaram dando voltas no ar durante falha que afetou aeroportos

Reprodução/FlightRadar

Voo de Porto Alegre a Congonhas teve que dar voltas sobre o mar antes de ser autorizado a pousar - Reprodução/FlightRadar
Voo de Porto Alegre a Congonhas teve que dar voltas sobre o mar antes de ser autorizado a pousar
Por Estadão Conteúdo

03/06/2026 | 08h00

São Paulo - Um problema técnico operacional fez com que aviões com destino a São Paulo tivessem que dar voltas no ar antes de serem autorizados pelo controle aéreo a pousar nos aeroportos de Congonhas e de Guarulhos na manhã desta terça-feira, 2. A falha ocorreu em equipamentos da Embratel, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB).

A interrupção nas operações aéreas em Congonhas e Guarulhos durou das 9h24 da manhã às 10h05. Quando o problema nos equipamentos foi resolvido, o fluxo aéreo pôde voltar a ser normalizado. A Embratel não respondeu às tentativas de contato da reportagem.

Imagens do site FlightRadar mostram que um voo que saiu de Porto Alegre com destino a Congonhas teve que dar voltas no ar próximo ao litoral de São Paulo antes de ser autorizado a pousar. Outro, que decolou de Vitória, voou em círculos perto de Paraty antes de poder aterrissar em Guarulhos.

A ação é parte do sequenciamento, o controle de fluxo aéreo, que no Brasil é feito pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da FAB. A FAB afirmou ter garantido o sequenciamento com todos os requisitos internacionais de segurança de voo.

A Aena, concessionária do aeroporto de Congonhas, informou que, em razão da interrupção temporária das operações aéreas nos aeródromos da região de São Paulo durante a manhã, oito chegadas e 14 partidas foram canceladas.

A GRU Airport, concessionária do aeroporto de Guarulhos, não respondeu às tentativas de contato da reportagem do Estadão.

Em nota publicada em seu site oficial, o Decea informou que, após a falha, o órgão realizou a inspeção das frequências do controle de aproximação de São Paulo ainda pela manhã. Uma aeronave-laboratório modelo Legacy 500 da Embraer voou para analisar o retorno das frequências VHF (do inglês Very High Frequency). De acordo com o Decea, o resultado foi satisfatório e o funcionamento dos sistemas de comunicação foi ratificado.

"A segurança do tráfego aéreo permaneceu plenamente preservada durante todo o período da ocorrência. Como medida adicional de verificação, o Grupo Especial de Inspeção em voo (GEIV) realizou a análise das frequências VHF e confirmou o pleno funcionamento das frequências, reafirmando o nosso compromisso de manter os mais elevados padrões de segurança, eficiência e confiabilidade do controle do espaço aéreo brasileiro", afirmou o Diretor-Geral do Decea, Tenente-Brigadeiro do Ar Sergio Rodrigues Pereira Bastos Junior.

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