Líder do governo no Senado diz que vai recorrer de quebra de sigilo de Lulinha
Roque de Sá/Agência Senado
Brasília, 26/02/2026 - O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira, 26, que o governo recorrerá da votação que autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feita pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
"Vamos recorrer à decisão dele [Viana] e esperar que ele coloque para votar os requerimentos que nós propusemos, que até hoje ele não colocou", declarou Wagner em entrevista à <i>CNN Brasil</i>.
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O petista argumenta que o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), só pauta requerimentos favoráveis à oposição e que, no momento da votação sobre Lulinha, o governo tinha maioria: "Nós tínhamos 14 membros votando conosco, contra sete deles".
Wagner disse ainda que o problema não é Lulinha prestar depoimento, mas a falta de equilíbrio nos trabalhos da CPI. "Ele pode prestar, quero saber por que o cunhado do [dono do Master, Daniel] Vorcaro, não pode prestar? Aquele que foi pego no aeroporto tentando ir para o exterior. Se houver equilíbrio, não temos problema, ele pode prestar o depoimento", falou.
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O senador defendeu Lulinha e falou que o filho do presidente Lula tem um padrão de vida "modesto": "Conheço muito ele, a esposa e os filhos, bastante, e sei do padrão, vamos dizer assim, bastante modesto da família".
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Fraude do INSS
A CPMI do INSS adiou para a tarde desta quinta-feira (26), às 14h30, o depoimento do empresário Paulo Camisotti — filho e sócio de Maurício Camisotti, que está preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS. A reunião da CPMI teve início às 10h30 desta quinta-feira e foi suspensa após bate-boca.
O deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo (MA) e o advogado Cecílio Galvão, que também foram convocados para depor nesta quinta, não compareceram, segundo a Agência Senado.
(Por Naomi Matsui)
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