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CPMI do INSS: depoimento do presidente da Dataprev e votação são cancelados

Jefferson Rudy/Agência Senado

Reunião votaria 18 requerimentos nesta quinta-feira - Jefferson Rudy/Agência Senado
Reunião votaria 18 requerimentos nesta quinta-feira
Por Paula Bulka Durães

05/03/2026 | 11h18

São Paulo, 05/03/2026 - A sessão prevista para esta quinta-feira da CPMI do INSS, a comissão parlamentar que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, foi cancelada. Na rede social X, antigo Twitter, o relator Alfredo Gaspar (União-AL) anunciou o cancelamento, após apresentar um quadro de sinusite

"Desde a última terça-feira, 3, apresento um quadro de sinusite e, durante a madrugada, tive febre, dores na garganta e estou afônico [...]", afirmou o parlamentar. "Diante da situação, conversei com o presidente da comissão, Carlos Viana, que entendeu ser mais viável o cancelamento da sessão marcada para esta hoje", acrescentou.

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Prevista para começar às 16h, a reunião votaria 18 requerimentos, entre eles a convocação de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Outros requerimentos solicitavam a quebra de sigilo bancário e fiscal da J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, além da convocação do presidente da empresa, José Antonio Batista Costa.

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A holding teria repassado mais de R$ 36,5 milhões em recursos a uma empresa ligada ao lobista Danilo Trento, suspeito de participação nas fraudes no INSS, de acordo com apurações da Comissão.

Em um segundo momento, seriam ouvidos o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, e o advogado Cecílio Galvão.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), justificou a convocação de Assumpção ao identificar indícios de falhas na Dataprev que podem ter facilitado as fraudes.

Já Galvão prestaria esclarecimentos sobre supostos contratos milionários com associações de aposentados e pensionistas investigadas por desvios, segundo o relator Alfredo Gaspar.

Prorrogação dos trabalhos

Ontem, 4, Viana reforçou em entrevista coletiva a intenção de pedir a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS por meio de mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo de encerramento da Comissão está previsto para 28 de março, daqui a três semanas.

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Na rede social X (antigo Twitter), o senador informou que fará um pronunciamento às 14h30 à imprensa. No comunicado, Viana disse que apresentará um posicionamento institucional em relação aos fatos recentes e aos próximos passos da CPMI.

Ainda na quarta-feira, 4, o STF suspendeu a quebra de sigilo de uma investigada ligada ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Agenda de convocações

No X, o senador divulgou também a relação dos próximos depoimentos previstos na Comissão; confira:

Segunda-feira, 9

  • Leila Pereira, representante da Crefisa;
  • Marcelo Kalim, representante do C6.

Quarta-feira, 11

Augusto Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Quinta-feira, 12

Paulo Negreiros, tesoureiro da CBPA.

O que a CPMI do INSS investiga?

A CPMI investiga fraudes no INSS. No ano passado, as sessões se concentraram na Operação Sem Desconto, conduzida em abril pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A apuração mira descontos associativos não autorizados na folha de pagamento de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

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Investigações iniciais apontaram um desvio de pelo menos R$ 6,3 bilhões, mas o INSS afirma que os descontos não ultrapassaram R$ 3,5 bilhões.

Neste ano, os parlamentares da CPMI devem focar em operações irregulares de empréstimos consignados que, segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), podem ter provocado um prejuízo superior a R$ 7 bilhões.

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