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Empresário chileno é preso por racismo e homofobia ao chegar ao Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil

Prisão foi realizada no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos - Rovena Rosa/Agência Brasil
Prisão foi realizada no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
Por Pedro Marques

18/05/2026 | 11h29

São Paulo - A Polícia Federal prendeu um cidadão chileno acusado de injúria racial e ataques homofóbicos contra integrantes da tripulação de um voo internacional da Latam que seguia de Guarulhos, em São Paulo, para Frankfurt, na Alemanha. O episódio aconteceu no último dia 10 de maio, e a prisão foi realizada assim que o passageiro chegou ao Brasil, na sexta-feira (15).

Segundo a PF, o passageiro tentou abrir uma das portas da aeronave durante o trajeto. Ao ser impedido pelos funcionários da companhia aérea, ele passou a fazer ofensas racistas e homofóbicas direcionadas aos tripulantes.

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Em comunicado, a corporação informou que as vítimas registraram denúncia formal, o que levou à abertura de uma investigação. A partir disso, a Justiça Federal determinou a prisão preventiva do suspeito.

“Após comunicação formal das vítimas à Polícia Federal, foi instaurado procedimento investigativo que resultou na decretação da prisão preventiva do investigado pela Justiça Federal”, informou a PF no comunicado.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também se pronunciou sobre o caso e repudiou a atitude do passageiro no voo LA8070, da Latam. A agência classificou o comportamento como violento, racista e homofóbico, além de incompatível com o respeito e a convivência esperados em um ambiente de aviação.

A Anac afirmou ainda que só tomou conhecimento da ocorrência no domingo (17) e manifestou solidariedade aos passageiros e, principalmente, aos profissionais envolvidos.

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“São inadmissíveis atitudes agressivas e discriminatórias contra tripulantes, especialmente em um ambiente operacional, onde a segurança e a integridade física e emocional de todos devem ser preservadas”, destacou a agência, por meio de nota.

No comunicado, a Anac informou que acompanhará a apuração do caso e poderá adotar medidas dentro de suas competências legais e regulatórias, em conjunto com a companhia aérea e outras autoridades responsáveis. A conduta do passageiro também será analisada conforme as normas da aviação civil brasileira.

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A agência reforçou ainda que, a partir de 14 de setembro, entrarão em vigor regras mais severas para passageiros indisciplinados no Brasil. Situações como essa poderão ser classificadas como gravíssimas, com multa de até R$ 17,5 mil e inclusão do nome do infrator em uma lista de impedimento de embarque.

Redes sociais

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o passageiro discutindo com um funcionário da companhia aérea enquanto outros membros da tripulação pedem para que ele se sente. Mesmo após ser avisado de que teria de desembarcar caso continuasse com os insultos, ele manteve as agressões verbais.

No vídeo, o homem afirma ter problemas com pessoas negras e homossexuais, faz comentários ofensivos sobre o “cheiro” de negros e brasileiros e ignora os pedidos da equipe. Em determinado momento, ele chama um funcionário de “macaco” e imita sons do animal.

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