Greve dos trabalhadores da CET em SP é suspensa após acordo com a Prefeitura
Proposta prevê reajuste salarial de 4,11%, pagamento de valores retroativos até dezembro e manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo
Rovena Rosa/Agência Brasil
A greve dos trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em São Paulo foi suspensa após a categoria aceitar uma proposta de acordo mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho e pelo Ministério Público do Trabalho, evitando impactos no trânsito durante o Grande Prêmio de Fórmula 1.
O acordo inclui um reajuste de 4,11% nos salários e benefícios, além da manutenção de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho que a CET pretendia alterar, garantindo direitos históricos dos trabalhadores.
A proposta agora será formalizada pela direção da CET, enquanto o sindicato acompanhará o cumprimento dos termos acordados, destacando a mobilização dos trabalhadores como fundamental para a conquista dos direitos preservados.
São Paulo - A greve dos trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Prefeitura de São Paulo, foi suspensa nesta quinta-feira, 5, após a categoria aprovar uma proposta de acordo apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Com a aprovação realizada em assembleia na Câmara Municipal, a paralisação anunciada para começar às 22h desta quinta-feira e seguir até domingo, 8, foi suspensa. O movimento poderia afetar o monitoramento do trânsito e a operação viária da capital durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, realizado neste fim de semana.
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A proposta prevê reajuste de 4,11%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de abril de 2026, aplicado aos salários, vale-alimentação, vale-refeição, Programa de Participação nos Resultados (PPR) e demais cláusulas econômicas. Os valores retroativos deverão ser pagos até dezembro deste ano.
"Essa decisão representa uma importante conquista da categoria, resultado da mobilização, da resistência e da unidade dos trabalhadores, que permaneceram firmes durante todo o processo de negociação, enfrentando uma proposta da direção da CET que ameaçava direitos históricos", escreveu a categoria Sindviários.
Além do reajuste, a proposta aprovada mantém as demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. Com isso, ficam preservadas condições que a direção da companhia pretendia alterar durante as negociações.
Entre os pontos estão o adicional de férias de 50%, as duas folgas anuais, as regras de ausências, as indenizações previstas no acordo e as condições de participação no Plano de Assistência Médica e Odontológica (PAMO).
A proposta original da CET previa, entre outras mudanças, reduzir o adicional de férias para um terço do salário e estabelecer um teto de R$ 13.309,49 para uma das indenizações previstas no acordo.
Como foi o acordo da greve da CET?
Na quarta-feira, 4, uma audiência de mediação no TRT-2 terminou sem consenso entre a empresa e os trabalhadores. Na ocasião, o tribunal sugeriu reajuste linear de 4,11%, com manutenção das demais cláusulas do acordo coletivo.
A direção da CET pediu mais prazo para analisar a proposta, mas a categoria decidiu manter a mobilização diante da falta de uma resposta definitiva. Nesta quinta-feira, a companhia informou ao Sindviários que a Junta Orçamentária e Financeira (JOF) havia autorizado a proposta conciliatória.
Após a aprovação em assembleia, o acordo seguirá para formalização pela direção da CET. O sindicato informou que acompanhará o processo para garantir o cumprimento dos termos aprovados.
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