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Caneta emagrecedora brasileira chega com preço abaixo da média; veja quanto

Medicamento está aprovado para tratamento do diabetes tipo 2 e é feito à base de semaglutida, assim como Ozempic, Wegovy e outros injetáveis

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

06/11/2026 | 10h02

Divulgação/Brace Pharma

Segundo a fabricante, preço mais baixo dá mais acesso a pacientes que até então não podiam fazer o tratamento - Divulgação/Brace Pharma
Segundo a fabricante, preço mais baixo dá mais acesso a pacientes que até então não podiam fazer o tratamento
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O novo medicamento SemaClique, uma caneta injetável de semaglutida, foi lançado com um preço de R$ 464,81, visando aumentar o acesso ao tratamento de diabetes no Brasil, especialmente para pacientes que não podiam arcar com os custos anteriores.

A fabricação nacional pela Brace Pharma, do Grupo EMS, e a possibilidade de dosagem ajustável por cliques são diferenciais que buscam minimizar a interrupção do tratamento devido a efeitos colaterais e questões financeiras, já que apenas 28% dos pacientes têm condições de pagar pelos medicamentos.

Com a queda da patente da semaglutida, o Grupo EMS vê uma oportunidade de expandir sua atuação no mercado, prevendo a chegada de novos concorrentes até 2027 e já operando em capacidade máxima para atender à demanda crescente.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Um novo medicamento em formato de caneta injetável de semaglutida chega às farmácias hoje com a promessa de preço abaixo da média praticada por concorrentes como Ozempic e Wegovy. Chamado SemaClique, o lançamento tem fabricação nacional pela farmacêutica Brace Pharma, do Grupo EMS, e será comercializado por R$ 464,81 por unidade ou R$ 333 a unidade no combo com três, afirmou a empresa em comunicado.

Segundo a fabricante, o preço mais baixo dá "acesso a uma faixa de pacientes que até então não estava utilizando o tratamento". A indicação de bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é para o tratamento de diabetes com receita médica. Assim como outras versões da semaglutida, há contraindicações para pessoas que já tiveram histórico de câncer na tireoide e pancreatite, dentre outras.

Por que pessoas abandonam o tratamento?

O medicamento SemaClique é a segunda caneta de semaglutida do Grupo EMS, depois do Ozivy, e conta com a dosagem por cliques, o que permite ajustes graduais, individualizados e orientados pelo médico. De acordo com pesquisas da empresa, 69% dos médicos já prescrevem o medicamento dessa forma.

A dosagem via cliques busca minimizar dois dos principais obstáculos à continuidade do tratamento com medicamentos da classe GLP-1: a adaptação às doses e o custo da terapia. Durante a fase de titulação, náuseas e outros desconfortos gastrointestinais podem levar pacientes a interromper o uso do medicamento.

Outro ponto de abandono do tratamento é a questão financeira. Um levantamento realizado com 1.067 médicos aponta que, na avaliação dos profissionais, apenas 28% dos pacientes aptos ao tratamento teriam condições de arcar com seus custos.

“O paciente já lida com rotinas complexas e custos elevados. Nossa preocupação é facilitar essa jornada, tornar a adesão menos confusa e mais viável. Tivemos um verdadeiro clique ao perceber que não se trata de multiplicar formatos, mas de mudar o conceito. Simplificar para que o paciente consiga seguir o tratamento sem se perder em cálculos ou versões diferentes”, complementa Neri.  

Queda de patente aqueceu o setor

Segundo o diretor executivo do Grupo EMS, o fim da patente da semaglutida abriu um novo ciclo competitivo no mercado brasileiro e criou uma oportunidade estratégica importante para a companhia.

"Mais do que entrar em uma categoria de alto crescimento, vimos a oportunidade de ampliar o acesso a uma molécula já consolidada na prática clínica, combinando produção nacional e a nossa experiência em medicamentos de prescrição”, afirmou no comunicado.

A companhia prevê a chegada de novos concorrentes, principalmente a partir de 2027, na mesma faixa de preço praticada pelo grupo. Para atender à demanda, a produção já opera em capacidade máxima.

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