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Hugo Motta defende fim da escala 6x1 e fala em texto de convergência

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados - Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Por Broadcast

17/05/2026 | 13h18

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu neste domingo, 17, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a 6x1. Depois de participar de uma corrida pelos 200 anos da Casa, o parlamentar disse que a ideia é construir um "texto de convergência" sobre o tema, que opõe o governo e a oposição.

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"Vamos sentar para tentar fazer um texto de convergência", disse Motta. "Essa matéria não pertence à oposição ou ao governo, ela pertence ao País. Se pudermos dar uma demonstração de unidade em torno desse tema, é mais uma demonstração que a Câmara dará de estar ligada ao que a população brasileira espera de nós."

Segundo o presidente da Câmara, a ideia é que o texto vá a votação ainda em maio - isto é, esta semana. Uma comissão especial da Casa debate duas PECs sobre o tema. O setor privado tem defendido que haja um período de transição para o fim da escala 6x1, e a oposição já apresentou emendas para tentar criar esse prazo ou manter a jornada de 44 horas semanais em alguns casos.

O relator da comissão especial, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer sobre a redução da jornada na próxima quarta-feira, 20.

CPI do Master

Motta também falou que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master vão ter um "tratamento regimental", sem dar mais detalhes.

"Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente", disse Motta a jornalistas.

O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master e pelo seu dono, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro atualmente está preso e negociando uma delação premiada.

Há uma série de pedidos de abertura da investigação. Mas a instauração da CPI ainda enfrenta resistências do próprio Motta e do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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O tema voltou à discussão no Congresso após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados terem pedido a instauração de uma CPI sobre o Master após o site The Intercept Brasil ter revelado que Flávio pediu uma contribuição de US$ 24 milhões a Vorcaro.

Segundo o senador, os valores serviriam para patrocinar um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

(Por Cícero Cotrim)

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