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Leão XIV torna-se o primeiro papa a votar em uma eleição geral nos EUA

Vaticano confirmou que Leão XIV enviou cédula pelo correio em Illinois, como cidadão dos EUA, e reiterou a defesa do dever cívico

Broadcast

Por Broadcast

30/10/2026 | 16h35

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Pontífice também votou durante o período em que viveu no Peru, segundo o comunicado - Reprodução/Vatican News
Pontífice também votou durante o período em que viveu no Peru, segundo o comunicado
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Leão XIV se tornou o primeiro papa a votar em uma eleição geral nos Estados Unidos, enviando seu voto pelo correio para as eleições de meio de mandato, o que destaca a importância da participação cívica em um momento crítico para a política americana.

O papa, que possui cidadania americana e peruana, já havia exercido seu direito de voto em outras ocasiões, incluindo durante sua estadia no Peru, e sua decisão reflete sua convicção sobre o dever dos cidadãos de se engajar em processos democráticos.

Após solicitar sua cédula de votação em 3 de outubro, Leão XIV se recupera de uma cirurgia recente e retoma suas atividades no Vaticano, enquanto a eleição em Illinois inclui a reeleição do governador JB Pritzker e a escolha de um novo senador.

Resumo gerado por IA

Nova York - Leão XIV tornou-se o primeiro papa a votar em uma eleição geral nos Estados Unidos, ao enviar seu voto pelo correio em uma disputa que definirá os rumos políticos do país enquanto a era Donald Trump caminha lentamente para o fim.

O Vaticano confirmou nesta sexta-feira, 30, que o pontífice, nascido em Chicago, enviou seu voto pelo correio na cidade, antes das eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para 3 de novembro. A Santa Sé destacou que a decisão está alinhada à sua convicção de longa data sobre a importância da participação cívica.

Leão, cujo nome de batismo é Robert Prevost, “exerceu seu direito de voto como cidadão dos Estados Unidos” e fez isso “sempre que esteve apto a fazê-lo”, informou o serviço de imprensa da Santa Sé.

O comunicado acrescentou que o pontífice também votou durante o período em que viveu no Peru, sempre que esteve habilitado. Leão morou no país por mais de 20 anos, onde atuou como padre missionário e bispo.

“O Santo Padre expressa sua convicção no direito e no dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”, acrescentou a nota. Leão tem cidadania americana e peruana e também é chefe de Estado de um país estrangeiro, a Santa Sé. A Cidade-Estado do Vaticano é uma monarquia absoluta, sem eleições políticas.

O que diz a lei dos EUA sobre votar do exterior

A legislação federal dos Estados Unidos permite que cidadãos residentes no exterior, inclusive aqueles que trabalham para governos estrangeiros, votem por meio de cédulas de votação à distância. Americanos que trabalham para governos estrangeiros não correm automaticamente o risco de perder a cidadania americana.

No entanto, o Departamento de Estado dos EUA informa em seu site que pode “analisar ativamente” a situação de cidadania de americanos que “atuem como chefes de Estado, chefes de governo ou ministros das Relações Exteriores de países estrangeiros”.

Voto para governador e senador

Na eleição deste ano, os eleitores de Illinois decidirão se o governador JB Pritzker será reeleito para um terceiro mandato. Também escolherão um novo senador para ocupar a cadeira deixada em aberto pela aposentadoria do democrata Dick Durbin, católico e integrante histórico do Senado. Não há consultas populares estaduais incluídas na cédula eleitoral de Illinois.

O presidente Donald Trump não disputa nenhum cargo nesta eleição, mas intensificou a campanha para tentar preservar o controle republicano da Câmara dos Representantes e do Senado nos dois últimos anos de seu segundo mandato.

O voto de Leão foi divulgado inicialmente pelo jornal Chicago Sun-Times, que citou o chefe de gabinete do escritório eleitoral do condado de Will. Segundo ele, o papa, registrado em um endereço na cidade de New Lenox, solicitou uma cédula para votação pelo correio em 3 de outubro.

O pedido foi feito apenas dez dias antes de Leão passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor cancerígeno do pulmão direito. O pontífice vem retomando gradualmente suas atividades no Vaticano desde que recebeu alta hospitalar, em 17 de outubro.

Desde que assumiu o papado, Leão tem sido alvo de críticas de Trump por condenar reiteradamente a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e defender um tratamento digno aos imigrantes.

(Por Associated Press)

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