'Não faltará dinheiro para pesquisa', diz Lula sobre R$ 1,4 bi ao Butantan
Ricardo Stuckert/PR
09/02/2026 | 13h23 ● Atualizado | 13h24
São Paulo, 09/02/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Paulo nesta segunda-feira, 9, para anunciar o investimento de R$ 1,4 bilhão do governo federal para ampliação de vacinas e melhorias na estrutura do Instituto Butantan. A cerimônia também marcou o início da campanha de vacinação contra a dengue, com o imunizante produzido pelo instituto em todos os municípios do Estado de São Paulo.
No evento, o presidente Lula reforçou a importância do aporte em pesquisas para saúde: "Enquanto eu estiver no comando, não faltará dinheiro para pesquisa", disse.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha ressaltou que o investimento e lançamento da vacinação é um marco histórico que vai colocar "o Butatan em um dos maiores complexos de tecnologia, industrial e econômico de saúde do mundo".
E completou o ministro: "Não é só o número de investimento, mas sim o impacto global que fará na Saúde".
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O investimento busca ampliar a produção de mais imunizante para o HPV - Papilomavírus Humano, infecção sexualmente transmissível que causa câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta -, além de melhorias de estrutura do Instituto e novas pesquisas. O aporte sustentará a construção de uma fábrica de vacina tetravalente contra o vírus.
As obras serão financiadas através de um investimento de R$ 1,4 bi do Novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal. Haverá também R$ 400 milhões de aporte do próprio Instituto Butantan.
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Vacinação contra dengue
No evento, foi dado o pontapé na campanha de vacinação contra dengue no Estado de São Paulo em que duas agentes comunitárias de saúde foram vacinadas. Lucimeire Francisca Coelho e Francisca Raquel de Oliveira, que trabalham há oito e 11 anos respectivamente na saúde pública, receberam a Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue, produzida nacionalmente.
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Sobre a vacinação, o presidente do Instituto Butantã , Esper Kállas, explica que foram 15 anos de desenvolvimento para chegarem no resultado atual da vacina da dengue.
"Neste aniversário de 125 do instituto é importante lembrar da participação de 16 centros de pesquisa para elaboração do imunizante", contou.
"Agora, quem recebe é o agente ao médico que está cadastrado na unidade de saúde, porque eles batem na porta e visitam a casa das pessoas, assim como fazem o cuidado e acompanhamento e são a primeira porta de entrada quando há casos de dengue", disse o ministro da Saúde.
Inicialmente, a campanha atual foca nos trabalhadores, contudo, a ampliação do acesso à vacina pelo público geral será feita para pessoas de 15 a 59 no primeiro momento, segundo o presidente do Instituto Butantã.
Foram acordadas 1,3 milhões de doses no primeiro momento, com expectativa de, até o fim do ano, ter 25 milhões de doses disponibilizadas.
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